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Fundo Imobiliário

MCCI11 — Mauá Capital Recebíveis: cotação, fundamentos e análise

MCCI11 é um FII de papel (CRIs) gerido pela Mauá Capital. Veja cotação ao vivo, dividend yield e fundamentos.

MCCI11 B3 · Brasil
R$ 94,51 ▼ 0,30%
Atualizado em 17/09/2026 03:33 · Delay ~15 min

Dados principais

Dividend Yield 12,67% 12 meses
P/VP 1,01 Preço / Valor Patrimonial
Último rendimento R$ 1,00 Por cota
VP por cota R$ 94,00 Valor patrimonial
Valor de mercado R$ 1,59 Bilhão Patrimônio líquido
Cotistas 125.257 Base de investidores
Segmento Títulos e Valores Mobiliários
Mandato Títulos e valores mobiliários
Tipo de fundo Fundo de Papel

Fonte: Investidor10 + yahoo

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui recomendação de investimento, análise de valores mobiliários, assessoria financeira nem oferta de qualquer produto. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões.

Conteúdo educativo, sem recomendação de compra ou venda de cotas. Os indicadores exibidos nesta página (cotação, dividend yield, P/VP) refletem o dado de mercado no momento em que você lê e mudam constantemente. Fundo imobiliário é renda variável e envolve risco de perda. Consulte um profissional habilitado na CVM antes de decisões patrimoniais.

Num fundo de crédito, o yield mais alto da lista quase nunca é o melhor investimento

Se você ordenar os fundos imobiliários de papel por dividend yield e comprar o primeiro da lista, provavelmente terá escolhido o de maior risco de crédito — não o de melhor gestão. Isso porque, em crédito, o rendimento não é uma medida de competência: é o preço que o mercado cobra pelo risco de não receber. Um CRI que promete pagar muito acima dos pares está dizendo algo sobre o devedor, não sobre o gestor. Ler um fundo como o MCCI11 exige inverter a pergunta habitual: em vez de “quanto rende?”, pergunte “o que eu estou aceitando correr para receber isso?”.

O MCCI11 é o Mauá Capital Recebíveis Imobiliários, um fundo imobiliário de papel gerido pela Mauá Capital. Sua carteira é formada por CRIs — Certificados de Recebíveis Imobiliários, títulos de dívida lastreados em operações do setor —, com foco em crédito estruturado e garantias reais. Como todo fundo de papel, ele não possui imóveis: é credor, e sua renda vem dos juros pagos pelos devedores.

A escala do risco de crédito

Os CRIs não são todos iguais. Costuma-se separá-los, informalmente, entre high grade — devedores mais sólidos, garantias robustas, spread menor — e high yield, no extremo oposto. Entre os dois há uma gradação, e é nela que o gestor faz suas escolhas.

A escala entre crédito high grade e high yield Em uma ponta estão os títulos high grade, com devedores sólidos, garantias robustas e spread menor sobre o indexador. Na outra, os high yield, com devedores mais frágeis, garantias menos líquidas e spread maior. O rendimento mais alto é a compensação pelo risco de não receber, não um sinal de melhor gestão. Mais rendimento é mais risco, não mais talento high grade devedor sólido, garantia forte spread menor high yield devedor mais frágil, garantia menos líquida spread maior O spread extra é o preço do risco de não receber. A escala é uma gradação, não duas caixas.

Em crédito, a perda é assimétrica: o melhor cenário de um CRI é receber exatamente o que foi contratado — não existe surpresa positiva que pague o dobro. O pior cenário é perder parte relevante do principal. Ou seja: o ganho é limitado e a perda não é. Essa assimetria é a razão pela qual, num fundo de papel, evitar o crédito ruim vale mais do que acertar o crédito ótimo. Yield alto demais frente aos pares deveria acender uma luz, não abrir o apetite.

Garantia real: o que separa uma promessa de uma proteção

Num fundo de crédito, a garantia é o que resta quando a promessa falha — e é por isso que ela merece mais atenção do que o cupom. As estruturas mais comuns em CRI incluem a alienação fiduciária do imóvel (o credor pode executar o bem se o devedor não pagar), a cessão fiduciária de recebíveis (o fluxo de pagamentos é direcionado para pagar a dívida) e o fundo de reserva, um colchão de caixa para atrasos. Duas perguntas práticas ajudam: qual a relação entre o valor da dívida e o valor da garantia — quanto menor a dívida frente à garantia, mais folga há — e quão fácil seria vender aquele bem se fosse preciso executá-lo. Garantia ilíquida numa região sem demanda protege menos do que parece no papel.

IndicadorComo ler num FII de crédito como o MCCI11
Qualidade das garantiasAlienação fiduciária, cessão de recebíveis, fundo de reserva. Vale mais que o cupom prometido.
Relação dívida/garantiaQuanto menor a dívida frente ao valor do bem, maior a folga se algo der errado.
Diversificação de devedoresMuitos CRIs pequenos diluem o impacto de um calote; poucos e grandes concentram o risco.
Indexadores (IPCA × CDI)Determina como a renda responde a inflação e juro. Carteira mista suaviza os dois cenários.

A tributação, sem meia-verdade: o rendimento mensal do FII é isento de Imposto de Renda para a pessoa física, desde que o fundo tenha no mínimo 100 cotistas, as cotas sejam negociadas em bolsa e o investidor não detenha 10% ou mais do fundo. A isenção vale só para o rendimento: o lucro na venda das cotas é tributado em 20%.

Os riscos de um fundo de crédito imobiliário

Primeiro, o risco de inadimplência: um devedor que atrasa ou não paga corta aquela fatia da renda, e a recuperação via garantia leva tempo. Segundo, o risco de execução da garantia: mesmo com estrutura sólida, executar um imóvel é um processo lento e sujeito a deságio. Terceiro, o risco de indexador, que faz a renda variar conforme inflação e juro. Quarto, o risco de marcação nos títulos mais longos, que oscila o valor patrimonial da cota. E, como em todo FII, a alta de juros pressiona o preço das cotas na bolsa.

Veredito honesto — o que observar

O MCCI11 é um FII de crédito imobiliário, e lê-lo bem depende de três movimentos: (1) inverter a pergunta — não “quanto rende?”, mas “que risco estou aceitando por esse rendimento?”; (2) julgar as garantias e a relação dívida/garantia, que é o que protege quando a promessa falha; e (3) observar a diversificação de devedores, porque em crédito a perda é assimétrica e evitar o ruim vale mais que acertar o ótimo. Os números no topo desta página são a fotografia de hoje; a decisão depende do seu horizonte e da sua tolerância a risco de crédito.

Para a tese completa, a composição da carteira e os cenários para 2026, leia a análise editorial completa do MCCI11 (Mauá Capital Recebíveis). Para comparar com outro fundo de papel de perfil diferente, veja KNIP11: o papel indexado à inflação.

Perguntas frequentes sobre MCCI11

Yield alto num fundo de crédito é bom sinal?

Quase nunca é o melhor investimento da lista. Rendimento acima da média costuma remunerar risco acima da média: devedor mais frágil, garantia pior ou prazo mais longo. O yield diz quanto se promete pagar, não quanto se vai receber.

Como avaliar o risco de crédito de um fundo?

Olhando quem são os devedores, que garantias existem por trás de cada título e quão concentrada está a carteira. Um fundo com muitos papéis, garantias reais bem constituídas e emissores diversos aguenta um calote isolado sem quebrar a distribuição.

O que muda entre garantia real e garantia pessoal?

A garantia real vincula um bem à dívida e pode ser executada; a pessoal depende do patrimônio de quem assinou e costuma valer bem menos na hora do problema. É uma das diferenças que mais separam papéis com o mesmo rendimento anunciado.

Quais os riscos de um fundo de crédito imobiliário?

Inadimplência, execução demorada de garantias, concentração em poucos devedores e o risco do indexador quando inflação ou juros cedem. Há também o risco de liquidez: em momento ruim, vender papel de crédito no mercado secundário costuma custar caro.

Análise editorial completa

MCCI11 (Mauá Capital): o fundo de papel que vive de juros — e o risco que vem junto

Leitura aprofundada: tese, fundamentos, riscos e cenários.

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