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Fundo Imobiliário

KNIP11 — Kinea Índices de Preços: cotação, fundamentos e análise

Kinea Índices de Preços (KNIP11): FII de papel indexado à inflação, da Kinea. Cotação, último rendimento e P/VP.

KNIP11 B3 · Brasil
R$ 88,90 ▼ 1,07%
Atualizado em 17/09/2026 03:33 · Delay ~15 min

Dados principais

Dividend Yield 11,34% 12 meses
P/VP 0,95 Preço / Valor Patrimonial
Último rendimento R$ 0,65 Por cota
VP por cota R$ 93,38 Valor patrimonial
Valor de mercado R$ 7,48 Bilhões Patrimônio líquido
Cotistas 132.044 Base de investidores
Segmento Títulos e Valores Mobiliários
Mandato Títulos e valores mobiliários
Tipo de fundo Fundo de Papel

Fonte: Investidor10 + yahoo

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui recomendação de investimento, análise de valores mobiliários, assessoria financeira nem oferta de qualquer produto. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões.

Conteúdo educativo, sem recomendação de compra ou venda de cotas. Os indicadores exibidos nesta página (cotação, dividend yield, P/VP) refletem o dado de mercado no momento em que você lê e mudam constantemente. Fundo imobiliário é renda variável e envolve risco de perda. Consulte um profissional habilitado na CVM antes de decisões patrimoniais.

Aqui você não compra “juros” — compra juro real, e a diferença aparece justamente quando a inflação surpreende

Um fundo de papel indexado à inflação promete algo específico e valioso: manter o poder de compra do seu dinheiro e ainda pagar um prêmio por cima. É o desenho do KNIP11, cuja carteira de CRIs é atrelada ao IPCA mais uma taxa. Mas essa proteção vem com uma contrapartida que muita gente descobre tarde: o valor patrimonial das cotas oscila com as expectativas de juros futuros, e o rendimento mensal reflete a inflação com defasagem. Entender essas duas mecânicas evita as duas frustrações clássicas — a de ver a cota cair mesmo com “tudo certo” e a de ver o rendimento minguar num mês em que a inflação recuou.

O KNIP11 é o Kinea Índices de Preços, um fundo imobiliário de papel gerido pela Kinea, com carteira concentrada em CRIs indexados ao IPCA. É um dos maiores fundos de papel do mercado brasileiro e a referência mais conhecida da categoria “inflação mais spread”. Como todo fundo de papel, ele não possui imóveis: é credor de operações imobiliárias e vive dos juros que elas pagam.

Juro real: inflação mais um prêmio

Um título IPCA+ paga a variação da inflação do período e, por cima dela, uma taxa fixa contratada — o juro real. É essa taxa por cima que define se o investimento realmente enriquece o cotista ou apenas o mantém correndo no lugar.

A composição do retorno de um título indexado à inflação O retorno de um título IPCA mais taxa é formado por duas partes: a variação da inflação, que apenas repõe o poder de compra do dinheiro, e o juro real contratado por cima dela, que é o ganho efetivo. Apenas a segunda parte enriquece o investidor. Só a parte de cima é ganho de verdade Juro real (taxa contratada por cima) o ganho efetivo — o que aumenta seu poder de compra Variação do IPCA (inflação do período) apenas repõe o que a inflação tirou — não é lucro Inflação alta infla o rendimento nominal do mês; o juro real é que mede a qualidade do título.

Rendimento nominal alto não significa retorno alto: num mês de inflação forte, um fundo IPCA+ distribui mais — mas boa parte dessa distribuição é apenas a reposição da perda de poder de compra, não ganho. O inverso também vale: num mês de inflação baixa ou negativa, o rendimento encolhe sem que a carteira tenha piorado. Quem julga o fundo pelo rendimento nominal do mês está lendo o termômetro da inflação, não a qualidade do investimento. A régua correta é o juro real da carteira.

A marcação a mercado: por que a cota cai quando o juro futuro sobe

Esta é a mecânica que mais surpreende o investidor. Títulos indexados à inflação com prazo longo têm o seu valor reavaliado conforme mudam as expectativas de juros futuros. Quando o mercado passa a exigir juro real maior, os títulos antigos — que pagam menos — valem menos hoje; quando a exigência cai, eles valem mais. Como o patrimônio do fundo é a soma desses títulos, o valor patrimonial da cota sobe e desce com essas expectativas, mesmo que todos os devedores estejam pagando em dia. É o oposto do fundo pós-fixado ao CDI, cuja cota fica praticamente parada. Você troca estabilidade por proteção inflacionária — e a volatilidade é o preço dessa proteção.

IndicadorComo ler num FII de papel IPCA+ como o KNIP11
Juro real da carteira (taxa acima do IPCA)A régua verdadeira. É o prêmio real que o fundo carrega — não confunda com o rendimento nominal do mês.
Duration (prazo médio dos títulos)Quanto mais longo, mais a cota balança com mudanças na expectativa de juros. Prazo longo = mais volatilidade patrimonial.
Qualidade do crédito e garantiasSubstitui a análise de imóvel. Devedor sólido e garantia real são o que protege o fluxo.
P/VPOscila mais que num fundo pós-fixado, porque o patrimônio acompanha a marcação dos títulos longos.

A tributação, sem meia-verdade: o rendimento mensal do FII é isento de Imposto de Renda para a pessoa física, desde que o fundo tenha no mínimo 100 cotistas, as cotas sejam negociadas em bolsa e o investidor não detenha 10% ou mais do fundo. A isenção vale só para o rendimento: o lucro na venda das cotas é tributado em 20%. Num fundo IPCA+, essa isenção é especialmente relevante, porque a parcela de correção monetária também entra no rendimento distribuído.

Os riscos de um fundo indexado à inflação

Primeiro, o risco de marcação: uma alta nas expectativas de juro real derruba o valor patrimonial da cota, mesmo com a carteira saudável. Segundo, o risco de deflação ou inflação baixa: o rendimento mensal encolhe quando o IPCA recua, e em meses de deflação a correção pode até ser negativa. Terceiro, o risco de crédito, comum a todo fundo de papel: devedor inadimplente significa fluxo perdido. Quarto, o risco de liquidez de mercado em momentos de estresse, quando vender cotas pode exigir aceitar desconto.

Veredito honesto — o que observar

O KNIP11 é a referência dos fundos de papel indexados à inflação, e lê-lo bem depende de três movimentos: (1) medir a qualidade pelo juro real da carteira, não pelo rendimento nominal do mês, que apenas espelha a inflação; (2) aceitar que a cota oscila por marcação a mercado — é o preço da proteção inflacionária, não um defeito; e (3) verificar a duration, porque prazo mais longo significa mais balanço patrimonial. Os números no topo desta página são a fotografia de hoje; a decisão depende do seu horizonte e do seu objetivo de proteger poder de compra.

Para a tese completa, a composição da carteira e os cenários para 2026, leia a análise editorial completa do KNIP11 (Kinea Índices de Preços). Para ver o outro lado da escolha de indexador, veja KNCR11: o papel pós-fixado ao CDI.

Perguntas frequentes sobre KNIP11

O que quer dizer comprar juro real?

Quer dizer receber a inflação do período mais um prêmio acima dela. O rendimento não é um percentual fixo: ele é a variação de um índice de preços somada a uma taxa contratada. É proteção do poder de compra com um ganho por cima.

Por que a cota cai quando o juro futuro sobe?

Porque os títulos que o fundo carrega são marcados a mercado. Quando a taxa exigida pelos investidores sobe, o preço dos papéis antigos cai para se equiparar às novas condições, e a cota reflete isso — mesmo que os títulos sigam pagando em dia.

Esse fundo é mais arriscado que um pós-fixado?

Não é mais arriscado em crédito, mas oscila muito mais de preço, porque a marcação a mercado dos papéis indexados à inflação é sensível a mudanças no juro futuro. Quem não suporta ver a cota cair no meio do caminho tende a vender no pior momento.

Quando um fundo indexado à inflação faz mais sentido?

Em objetivos de prazo longo, nos quais preservar poder de compra vale mais que estabilidade de curto prazo. Ele é o instrumento errado para dinheiro que pode ser exigido a qualquer momento, justamente pela oscilação que a marcação a mercado provoca.

Análise editorial completa

KNIP11: análise completa do Kinea Índice de Preços — IPCA+spread na prática

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