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Fundo Imobiliário

KNCR11 — Kinea Rendimentos Imobiliários: cotação, fundamentos e análise

Kinea Rendimentos (KNCR11): FII de papel pós-fixado (CDI), da Kinea. Cotação, último rendimento e P/VP.

KNCR11 B3 · Brasil
R$ 106,00 ▼ 0,03%
Atualizado em 17/09/2026 03:33 · Delay ~15 min

Dados principais

Dividend Yield 13,33% 12 meses
P/VP 1,03 Preço / Valor Patrimonial
Último rendimento R$ 1,15 Por cota
VP por cota R$ 102,64 Valor patrimonial
Valor de mercado R$ 10,99 Bilhões Patrimônio líquido
Cotistas 904.993 Base de investidores
Segmento Títulos e Valores Mobiliários
Mandato Títulos e valores mobiliários
Tipo de fundo Fundo de Papel

Fonte: Investidor10 + yahoo

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui recomendação de investimento, análise de valores mobiliários, assessoria financeira nem oferta de qualquer produto. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões.

Conteúdo educativo, sem recomendação de compra ou venda de cotas. Os indicadores exibidos nesta página (cotação, dividend yield, P/VP) refletem o dado de mercado no momento em que você lê e mudam constantemente. Fundo imobiliário é renda variável e envolve risco de perda. Consulte um profissional habilitado na CVM antes de decisões patrimoniais.

Este fundo se comporta mais como um CDB do que como um imóvel — e isso é o desenho, não um defeito

Existe uma categoria de fundo imobiliário que confunde quem espera “renda de aluguel”: os fundos de papel indexados ao CDI. O KNCR11 é o exemplo mais conhecido. Ele não tem imóvel, não tem inquilino, não tem vacância. Tem uma carteira de títulos de dívida imobiliária que pagam CDI mais uma taxa — e, por isso, seu rendimento sobe quando a Selic sobe e cai quando ela cai, quase em tempo real. Quem compra esperando o comportamento de um galpão se frustra; quem entende o desenho encontra outra coisa: um ativo de renda variável cuja renda acompanha o juro básico do país.

O KNCR11 é o Kinea Rendimentos Imobiliários, um fundo imobiliário de papel gerido pela Kinea, com carteira concentrada em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) majoritariamente atrelados ao CDI. Sua característica marcante é a estabilidade do valor patrimonial: como os títulos pós-fixados não sofrem grandes oscilações de marcação quando os juros mudam, a cota tende a variar menos do que a de fundos indexados à inflação.

Pós-fixado: por que a Selic manda no rendimento

Um título pós-fixado ao CDI paga o que o juro básico render no período, mais um spread contratado. Isso cria uma relação direta e imediata entre a política monetária e o seu rendimento mensal.

Como a Selic chega ao rendimento de um fundo pós-fixado A taxa básica de juros define o CDI. Os títulos da carteira pagam esse CDI mais um spread contratado. O resultado é distribuído mensalmente ao cotista. Por isso o rendimento acompanha o ciclo de juros: sobe quando a taxa básica sobe e cai quando ela cai. O caminho do juro até o seu rendimento Taxa básica define o CDI CRI paga CDI + spread (pós-fixado) Rendimento mensal do cotista Juro sobe → rendimento sobe. Juro cai → rendimento cai. Sem defasagem relevante. Em troca, o valor patrimonial da cota oscila pouco: pós-fixado quase não sofre marcação.

Yield alto num fundo pós-fixado não é mérito — é ciclo: quando a Selic está elevada, todo fundo de CRI atrelado ao CDI exibe rendimento gordo, independentemente da habilidade do gestor. O que diferencia um bom fundo é o spread acima do CDI e a qualidade do crédito, não o número final do yield. E o corolário incomoda: num ciclo de queda de juros, esse rendimento encolhe automaticamente — sem que nada tenha dado errado.

A troca que se faz: estabilidade da cota por proteção contra inflação

Aqui está o contraste que define a escolha entre os dois grandes tipos de fundo de papel. O pós-fixado (CDI) oferece um valor patrimonial estável — títulos indexados ao juro do dia praticamente não sofrem marcação a mercado —, mas não protege o poder de compra: se a inflação subir mais que o juro real oferecido, o cotista perde em termos reais. O indexado à inflação (IPCA + taxa) faz o oposto: protege contra a inflação, mas seu valor patrimonial oscila com as expectativas de juros futuros. Não existe o melhor dos dois; existe o que combina com o seu objetivo. Quem quer preservar valor com pouca volatilidade tende ao CDI; quem quer proteger o poder de compra no longo prazo tende ao IPCA.

IndicadorComo ler num FII de papel pós-fixado como o KNCR11
Spread sobre o CDIA régua de qualidade real. O CDI todos recebem; o prêmio acima dele é o que o gestor construiu — com o risco correspondente.
Qualidade do crédito e garantiasSubstitui a análise de imóvel. Devedores sólidos e garantias reais protegem o fluxo se algo azedar.
Inadimplência da carteiraO equivalente à vacância. Um CRI que para de pagar corta aquela fatia da renda.
P/VPCostuma ficar perto de 1, justamente porque a carteira pós-fixada oscila pouco. Desvios grandes pedem explicação.

A tributação, sem meia-verdade: o rendimento mensal do FII é isento de Imposto de Renda para a pessoa física, desde que o fundo tenha no mínimo 100 cotistas, as cotas sejam negociadas em bolsa e o investidor não detenha 10% ou mais do fundo. Essa isenção é o principal atrativo frente a um CDB, cuja renda é tributada. Mas atenção: a isenção cobre só o rendimento — o lucro na venda das cotas é tributado em 20%.

Os riscos de um fundo pós-fixado

Primeiro, o risco de ciclo de juros: numa queda da Selic, o rendimento diminui automaticamente. Segundo, o risco de crédito, que é o risco central de qualquer fundo de papel — devedor que não paga significa renda menor. Terceiro, o risco de perda real: em cenários de inflação alta com juro real comprimido, o pós-fixado pode render pouco acima da inflação. E, como todo FII, o preço da cota na bolsa oscila com a oferta e a demanda, ainda que menos que em fundos indexados ao IPCA.

Veredito honesto — o que observar

O KNCR11 é o exemplo mais claro do fundo de papel pós-fixado, e lê-lo bem depende de três movimentos: (1) entender que o rendimento acompanha a Selic — yield alto em juro alto é ciclo, não mérito; (2) julgar a qualidade pelo spread sobre o CDI e pelas garantias, não pelo yield nominal; e (3) escolher conscientemente a troca: estabilidade de cota (CDI) contra proteção do poder de compra (IPCA). Os números no topo desta página são a fotografia de hoje; a decisão depende do seu horizonte e do seu objetivo com a renda.

Para a tese completa, a composição da carteira e os cenários para 2026, leia a análise editorial completa do KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários). Para ver o outro lado da escolha de indexador, veja KNIP11 (Kinea Índices de Preços): o papel indexado à inflação.

Perguntas frequentes sobre KNCR11

Por que este fundo se parece com um CDB?

Porque a carteira é majoritariamente pós-fixada, atrelada à taxa básica. O rendimento acompanha os juros e a cota oscila pouco, o que produz um comportamento próximo ao de um título de renda fixa pós-fixado. Isso é o desenho do fundo, não um defeito.

O que acontece com o rendimento quando a Selic cai?

Ele cai junto, e essa é a característica central do fundo. Como os papéis são pós-fixados, a remuneração segue a taxa básica. Em ciclo de juro alto ele brilha; em ciclo de queda, entrega menos — sem que a carteira tenha piorado.

Este fundo protege da inflação?

Não diretamente. Ele acompanha a taxa básica, e não um índice de preços. Se a inflação subir sem que os juros acompanhem na mesma proporção, o ganho real encolhe. A troca que se faz aqui é estabilidade da cota por proteção contra inflação.

Quais os riscos de um fundo pós-fixado de crédito?

O crédito em si, porque os devedores podem não pagar; a queda dos juros, que reduz o rendimento; e a concentração da carteira. A estabilidade da cota não elimina o risco de crédito, apenas torna as oscilações de preço menos visíveis.

Análise editorial completa

KNCR11: análise do Kinea Rendimentos — o FII de papel indexado ao CDI

Leitura aprofundada: tese, fundamentos, riscos e cenários.

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