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Fundo Imobiliário

KNRI11 — Kinea Renda Imobiliária: cotação, fundamentos e análise

Kinea Renda Imobiliária (KNRI11): FII híbrido de lajes corporativas e logística, da Kinea. Cotação, último rendimento e P/VP.

KNRI11 B3 · Brasil
R$ 157,16 ▼ 0,83%
Atualizado em 17/09/2026 00:51 · Delay ~15 min

Dados principais

Dividend Yield 8,31% 12 meses
P/VP 0,96 Preço / Valor Patrimonial
Último rendimento R$ 1,10 Por cota
VP por cota R$ 163,56 Valor patrimonial
Valor de mercado R$ 4,61 Bilhões Patrimônio líquido
Cotistas 522.869 Base de investidores
Segmento Híbrido
Mandato Renda
Tipo de fundo Fundo de Tijolo

Fonte: Investidor10 + yahoo

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui recomendação de investimento, análise de valores mobiliários, assessoria financeira nem oferta de qualquer produto. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões.

Conteúdo educativo, sem recomendação de compra ou venda de cotas. Os indicadores exibidos nesta página (cotação, dividend yield, P/VP, vacância) refletem o dado de mercado no momento em que você lê e mudam constantemente. Fundo imobiliário é renda variável e envolve risco de perda. Consulte um profissional habilitado na CVM antes de decisões patrimoniais.

Um fundo com escritórios e galpões carrega dois mercados imobiliários diferentes na mesma cota

Quase todo FII de tijolo aposta num único segmento: só galpão, só shopping, só laje corporativa. O KNRI11 é diferente — combina edifícios de escritório e galpões logísticos no mesmo portfólio. Isso parece apenas “diversificação”, mas é mais interessante que isso: os dois mercados respondem a forças opostas. O comércio eletrônico e a logística de estoque impulsionam o galpão; o trabalho híbrido e a redistribuição dos escritórios pressionam a laje corporativa. Comprar a cota é comprar as duas histórias ao mesmo tempo — e a leitura correta exige avaliar cada perna separadamente, não a média.

O KNRI11 é o Kinea Renda Imobiliária, um dos fundos imobiliários de tijolo mais antigos e tradicionais da bolsa brasileira, gerido pela Kinea. Seu portfólio combina imóveis corporativos — edifícios de escritório locados a empresas — com galpões logísticos e industriais. A renda vem dos contratos de locação desses imóveis, distribuída mensalmente aos cotistas.

Duas pernas, dois ciclos

A vantagem de um fundo híbrido é que uma perna pode segurar a renda quando a outra enfraquece. A desvantagem é que você precisa entender de dois mercados — e a vacância consolidada do fundo pode esconder uma perna saudável e outra em dificuldade.

As duas pernas de um FII híbrido de tijolo A perna de escritórios corporativos é sensível ao trabalho híbrido, ao nível de emprego e à qualidade e localização do edifício. A perna de galpões logísticos é impulsionada pelo comércio eletrônico e pela proximidade dos centros urbanos. As duas juntas suavizam o ciclo, mas a vacância média pode esconder uma perna fraca. Dois mercados na mesma cota Escritórios (lajes) • Trabalho híbrido pressiona demanda • Qualidade e endereço separam vencedor • Ligado ao emprego corporativo Galpões (logística) • E-commerce sustenta a demanda • Proximidade do consumidor manda • Contratos longos dão previsibilidade A vacância consolidada é uma média — olhe a de cada segmento separadamente.

A média esconde o problema: num fundo híbrido, uma vacância consolidada aparentemente confortável pode combinar galpões praticamente cheios com um edifício corporativo meio vazio. Como a renda de cada perna vem de mercados distintos, olhar só o número agregado é o caminho mais rápido para a surpresa. Abra o relatório gerencial e leia a vacância por segmento — é lá que a história real aparece.

A questão do escritório depois do trabalho híbrido

O mercado de lajes corporativas passou pela maior mudança estrutural da sua história recente. Com o trabalho híbrido, muitas empresas reduziram a área ocupada por funcionário — mas o efeito não foi uniforme. Houve um movimento de migração para qualidade: companhias deixaram edifícios antigos e mal localizados e foram para prédios melhores, mais eficientes e bem situados, muitas vezes pagando mais por metro quadrado em menos metros quadrados. O resultado é um mercado de duas velocidades: imóveis de alto padrão em boas regiões seguem disputados, enquanto os antigos e periféricos enfrentam vacância persistente. Por isso, num FII com lajes, a pergunta não é “escritório acabou?” — é “que tipo de escritório o fundo tem, e onde?”.

IndicadorComo ler num FII híbrido como o KNRI11
Vacância por segmentoNão aceite a média. Compare a vacância das lajes com a dos galpões para saber qual perna sustenta a renda.
Qualidade e localização das lajesPrédio de alto padrão bem localizado resiste ao trabalho híbrido; edifício antigo e periférico sofre.
Cronograma de vencimentosContratos vencendo em série num mercado fraco significam renegociação para baixo. É risco datado.
P/VPCota ante o valor dos imóveis. Em fundos com lajes, atenção às reavaliações: o patrimônio acompanha o mercado de escritórios.

A tributação, sem meia-verdade: o rendimento mensal do FII é isento de Imposto de Renda para a pessoa física, desde que o fundo tenha no mínimo 100 cotistas, as cotas sejam negociadas em bolsa e o investidor não detenha 10% ou mais do fundo. A isenção vale só para o rendimento: o lucro na venda das cotas é tributado em 20%.

Os riscos de um fundo híbrido de tijolo

Primeiro, o risco de vacância assimétrica: uma perna pode deteriorar enquanto a outra vai bem, e a renda cai mesmo com metade do portfólio saudável. Segundo, o risco de renegociação: contratos que vencem num mercado fraco costumam ser renovados por valores menores. Terceiro, o risco estrutural do escritório, ligado à consolidação do trabalho híbrido. Quarto, a sensibilidade à Selic, que pressiona o preço das cotas de todo FII quando o juro sobe — sem interromper o rendimento mensal, mas machucando o valor do patrimônio.

Veredito honesto — o que observar

O KNRI11 é um dos FIIs de tijolo mais tradicionais da bolsa, e lê-lo bem depende de três movimentos: (1) tratar o fundo como duas teses — lajes e galpões — e avaliar cada perna separadamente, sem se contentar com a vacância média; (2) julgar a carteira de escritórios por qualidade e endereço, os fatores que separam vencedores e perdedores no mundo do trabalho híbrido; e (3) acompanhar o cronograma de vencimentos, que é onde o risco tem data marcada. Os números no topo desta página são a fotografia de hoje; a decisão depende do seu horizonte e da sua leitura do mercado corporativo.

Para a tese completa, a lista de imóveis e os cenários para 2026, leia a análise editorial completa do KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária). Para comparar os principais FIIs entre si, veja o comparativo HGLG11 × KNRI11 × MXRF11 × BTLG11.

Perguntas frequentes sobre KNRI11

O que é um fundo imobiliário híbrido?

É o que carrega mais de um tipo de imóvel na mesma cota — neste caso, escritórios e galpões logísticos. Na prática você compra dois mercados imobiliários diferentes, com ciclos próprios, e o desempenho do fundo é a mistura dos dois.

O trabalho híbrido acabou com o mercado de escritórios?

Não acabou, mas mudou a régua. A demanda se concentrou em prédios de qualidade alta e boa localização, enquanto os de padrão inferior sofrem para se manter ocupados. O resultado é um mercado de duas velocidades dentro da mesma categoria.

Ter dois tipos de imóvel reduz o risco?

Reduz a dependência de um único ciclo, o que é uma vantagem real. Em compensação, você fica exposto às fraquezas dos dois mercados ao mesmo tempo e perde a clareza de tese que um fundo especializado oferece. É diversificação com custo de foco.

Quais os riscos de um fundo híbrido de tijolo?

Vacância nos escritórios, que é o ponto mais sensível hoje, o ciclo logístico do lado dos galpões, e o risco de o gestor não conseguir recompor a renda quando um contrato relevante se encerra. Some a isso a sensibilidade da cota aos juros.

Análise editorial completa

KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária): o FII híbrido vale a diversificação ou dilui o foco?

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