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Fundo Imobiliário

BTLG11 — BTG Pactual Logística: cotação, fundamentos e análise

BTLG11 é um FII de galpões logísticos gerido pelo BTG Pactual. Veja cotação ao vivo, dividend yield e fundamentos.

BTLG11 B3 · Brasil
R$ 99,63 ▲ 0,14%
Atualizado em 16/09/2026 16:09 · Delay ~15 min

Dados principais

Dividend Yield 9,65% 12 meses
P/VP 0,93 Preço / Valor Patrimonial
Último rendimento R$ 0,81 Por cota
VP por cota R$ 106,86 Valor patrimonial
Valor de mercado R$ 7,58 Bilhões Patrimônio líquido
Cotistas 515.238 Base de investidores
Segmento Logístico / Indústria / Galpões
Mandato Renda
Tipo de fundo Fundo de Tijolo
Volume dia 109.955 Negociações
Faixa do dia R$ 99,50 – R$ 100,29 Mín. – Máx.

Fonte: Investidor10 + yahoo

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui recomendação de investimento, análise de valores mobiliários, assessoria financeira nem oferta de qualquer produto. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões.

Conteúdo educativo, sem recomendação de compra ou venda de cotas. Os indicadores exibidos nesta página (cotação, dividend yield, P/VP, vacância) refletem o dado de mercado no momento em que você lê e mudam constantemente. Fundo imobiliário é renda variável e envolve risco de perda. Consulte um profissional habilitado na CVM antes de decisões patrimoniais.

Em galpão logístico, o ativo mais valioso não é o prédio — é o endereço

Dois galpões podem ter a mesma metragem, o mesmo pé-direito e a mesma idade, e valer coisas completamente diferentes. O que os separa é a localização: a distância até o consumidor final. Um centro de distribuição encostado numa grande região metropolitana permite entregar no mesmo dia; um galpão barato e distante, não. Como o comércio eletrônico transformou prazo de entrega em vantagem competitiva, o valor de um FII de logística se decide em quilômetros de rodovia, não em metros quadrados. É por aí que se lê o BTLG11.

O BTLG11 é o BTG Pactual Logística, um fundo imobiliário de tijolo dedicado a galpões logísticos e industriais, gerido pelo BTG Pactual. Como todo FII de logística, sua renda vem de contratos de locação com empresas que precisam de espaço para armazenar e distribuir mercadoria — varejistas, operadores logísticos, indústrias. O que caracteriza a gestão de um fundo desse porte é ser ativa: comprar, vender e reciclar imóveis para melhorar a qualidade média do portfólio ao longo do tempo.

A gestão ativa: reciclar portfólio é parte da tese

Um FII de tijolo não é uma carteira estática. O gestor pode vender um imóvel valorizado, realizar o ganho e comprar outro com melhor rendimento — movimento chamado de reciclagem de portfólio. Isso adiciona uma camada de análise que não existe num fundo passivo: além dos imóveis, você está avaliando quem decide sobre eles.

Reciclagem de portfólio num FII de tijolo com gestão ativa O gestor vende um imóvel que se valorizou, realizando ganho de capital, e reinveste o recurso em um novo ativo com melhor rendimento ou melhor localização. O resultado esperado é a melhora da qualidade média do portfólio e da renda por cota. O risco é a execução: comprar caro ou vender barato destrói valor. O ciclo da gestão ativa Vende imóvel valorizado Reinveste em ativo melhor localizado Portfólio melhor e renda mais firme O ganho na venda pode ser distribuído — e infla o rendimento daquele mês. Risco: comprar caro ou vender barato destrói valor. A tese depende da execução do gestor.

Cuidado com o rendimento inflado por venda de imóvel: quando um FII vende um ativo com lucro, esse ganho pode ser distribuído aos cotistas — e o rendimento daquele mês salta. É dinheiro real, mas não é recorrente: é a realização de um ganho patrimonial, não o aluguel do mês. Quem anualiza esse pico e trata como yield do fundo superestima a renda. Sempre separe o rendimento recorrente do extraordinário antes de comparar fundos.

Última milha, contratos e o que sustenta o aluguel

Em logística, a expressão “última milha” descreve o trecho final da entrega, do centro de distribuição até a porta do cliente — e é o mais caro da cadeia. Galpões próximos aos grandes centros urbanos reduzem esse custo e por isso comandam aluguéis maiores e vacância menor. Outra variável é o tipo de contrato: no contrato típico, valem as regras usuais de locação, com revisões e possibilidade de saída; no atípico (como o built-to-suit, imóvel construído sob medida para o inquilino), o prazo é longo e a multa por rescisão, pesada — o que torna a renda muito mais previsível. Uma carteira com boa fatia de contratos atípicos longos entrega estabilidade; uma cheia de vencimentos próximos exige acompanhar cada renegociação.

IndicadorComo ler num FII de logística como o BTLG11
Localização dos ativosProximidade dos grandes centros define aluguel e vacância. É o principal diferencial em logística.
Vacância física e financeiraÁrea vazia e receita perdida. Em galpões, recolocar leva meses — vacância crescente é alerta imediato.
Contratos atípicos e prazoFatia de contratos longos e o cronograma de vencimentos. Mais atípico e mais longo = renda mais previsível.
Rendimento recorrente × extraordinárioSepare o aluguel do mês do ganho de venda de imóvel. Só o primeiro se repete.

A tributação, sem meia-verdade: o rendimento mensal distribuído por um FII é isento de Imposto de Renda para a pessoa física, desde que o fundo tenha ao menos 100 cotistas, as cotas sejam negociadas em bolsa e o investidor não detenha 10% ou mais do fundo. Mas a isenção cobre só o rendimento: o lucro na venda das cotas é tributado em 20%. “FII é isento” é verdade pela metade — o aluguel mensal é, o ganho de capital não.

Os riscos de um fundo de galpões

Primeiro, a vacância e o tempo de recolocação: um galpão vazio para de gerar renda no ato e pode levar meses para ser realocado. Segundo, o risco de crédito e de concentração de inquilinos: poucos locatários grandes significam que a saída de um pesa muito. Terceiro, a sensibilidade à Selic: juro alto torna a renda fixa mais competitiva e pressiona o preço das cotas — o rendimento continua pingando, mas o valor do patrimônio oscila. Quarto, o risco de execução da gestão ativa: reciclar portfólio é oportunidade quando bem feito e destruição de valor quando não.

Veredito honesto — o que observar

O BTLG11 é um FII de logística com gestão ativa, e lê-lo bem depende de três movimentos: (1) avaliar a localização dos galpões, que em logística vale mais que a metragem; (2) separar o rendimento recorrente do extraordinário para não anualizar um pico de venda de imóvel; e (3) olhar o perfil de contratos — quanto é atípico, quando vence — porque é isso que dá previsibilidade à renda. Os números no topo desta página são a fotografia de hoje; a decisão depende do seu horizonte e do seu objetivo de renda.

Para a tese completa, a lista de imóveis e os cenários para 2026, leia a análise editorial completa do BTLG11 (BTG Pactual Logística). Para comparar com o outro grande FII de logística da bolsa, veja HGLG11 (CSHG Logística): as réguas do tijolo.

Perguntas frequentes sobre BTLG11

O que faz um galpão logístico valer mais que outro?

A localização, antes de qualquer característica do prédio. Proximidade de centros de consumo e de vias importantes define quem consegue entregar rápido, e é isso que o inquilino paga. Dois galpões idênticos em endereços diferentes têm valores de aluguel bem distintos.

O que significa gestão ativa num fundo de galpões?

Significa que o gestor compra e vende imóveis ao longo do tempo em vez de apenas administrar o que tem. Faz parte da tese: reciclar o portfólio permite vender ativo maduro e comprar outro com mais potencial. A contrapartida é depender do acerto do gestor.

O que é última milha em logística?

É a etapa final da entrega, do centro de distribuição até a casa do comprador. Galpões voltados a essa etapa ficam perto das cidades e são disputados, porque encurtam o prazo de entrega — vantagem que se traduz em aluguel mais alto e menor vacância.

Quais os riscos de um fundo de galpões?

Vacância quando um contrato grande vence e não se renova, concentração em poucos inquilinos, e o ciclo do comércio eletrônico, que puxou a demanda para cima e pode desacelerar. Some a isso o risco de execução nas compras e vendas que a gestão ativa faz.

Análise editorial completa

BTLG11 (BTG Logística): galpão de e-commerce paga bem, mas até quando?

Leitura aprofundada: tese, fundamentos, riscos e cenários.

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