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Fundo Imobiliário

HGLG11 — CSHG Logística: cotação, fundamentos e análise

CSHG Logística (HGLG11): FII de galpões logísticos, da CSHG. Cotação, último rendimento e P/VP, com contexto.

HGLG11 B3 · Brasil
R$ 147,59 ▼ 0,34%
Atualizado em 17/09/2026 01:24 · Delay ~15 min

Dados principais

Dividend Yield 9,03% 12 meses
P/VP 0,89 Preço / Valor Patrimonial
Último rendimento R$ 1,17 Por cota
VP por cota R$ 166,09 Valor patrimonial
Valor de mercado R$ 7,57 Bilhões Patrimônio líquido
Cotistas 608.340 Base de investidores
Segmento Logístico / Indústria / Galpões
Mandato Renda
Tipo de fundo Fundo de Tijolo

Fonte: Investidor10 + yahoo

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui recomendação de investimento, análise de valores mobiliários, assessoria financeira nem oferta de qualquer produto. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões.

Conteúdo educativo, sem recomendação de compra ou venda de cotas. Os indicadores exibidos nesta página (cotação, dividend yield, P/VP, vacância) refletem o dado de mercado no momento em que você lê e mudam constantemente. Fundo imobiliário é renda variável e envolve risco de perda. Consulte um profissional habilitado na CVM antes de decisões patrimoniais.

Um FII de tijolo não se lê como uma ação — a régua é o aluguel, não o lucro

Quem chega aos fundos imobiliários vindo das ações tende a aplicar a régua errada. Um FII de tijolo como o HGLG11 não tem “lucro” no sentido de uma empresa: ele tem imóveis, inquilinos e contratos de aluguel. O que o cotista recebe todo mês é a renda desses aluguéis, distribuída — e o que faz um fundo desses ser bom ou ruim são coisas concretas: quão cheios estão os galpões, quanto rende cada metro quadrado e por quanto tempo os contratos estão garantidos. Ler o HGLG11 é ler imóvel, não balanço.

O HGLG11 é o CSHG Logística, um dos fundos de galpões logísticos e industriais mais tradicionais e líquidos da bolsa brasileira, gerido pela casa Hedging-Griffo. Seu portfólio é composto por centros de distribuição e imóveis industriais locados a empresas — o tipo de imóvel que ganhou protagonismo com o avanço do comércio eletrônico e da necessidade de estoque perto dos grandes centros. É um FII de tijolo: sua renda vem de contratos de locação sobre imóveis físicos.

As quatro perguntas que definem um FII de tijolo

Antes de olhar o dividend yield, um investidor de FII precisa responder quatro perguntas que dizem se aquele rendimento é sustentável ou está prestes a cair.

As quatro réguas de um FII de tijolo Quatro indicadores definem a leitura de um fundo imobiliário de tijolo: a vacância, que é quanto do imóvel está vazio; o preço sobre valor patrimonial, que compara a cota ao valor dos imóveis; o cap rate, que é o rendimento do imóvel; e o tipo e prazo dos contratos de locação. Juntos, dizem se o rendimento distribuído é sustentável. O que sustenta (ou derruba) o rendimento Vacância Quanto está vazio. Galpão vazio não paga aluguel — corta a renda. P/VP Preço da cota ÷ valor dos imóveis. Abaixo de 1 = cota < patrimônio. Cap rate Renda do imóvel ÷ valor dele. O yield do tijolo em si. Contratos Típico × atípico e prazo. Atípico longo = renda mais previsível.

P/VP é a régua que separa cota cara de cota barata: ele compara o preço da cota na bolsa com o valor patrimonial dos imóveis do fundo. Abaixo de 1, você paga menos que o valor dos imóveis; acima de 1, paga um prêmio. Mas P/VP baixo não é automaticamente pechincha — pode refletir vacância alta, contratos vencendo ou imóveis mal avaliados. É o ponto de partida da análise, não a conclusão.

O imposto: por que o rendimento de FII atrai — e onde está a pegadinha

Boa parte do apelo dos fundos imobiliários é tributária. O rendimento mensal distribuído é isento de Imposto de Renda para a pessoa física — mas a isenção tem condições que valem a pena conhecer: o fundo precisa ter no mínimo 100 cotistas, as cotas devem ser negociadas em bolsa, e o cotista não pode deter 10% ou mais das cotas do fundo. E há um detalhe que muita gente ignora: a isenção vale só para o rendimento mensal. O lucro obtido na venda das cotas, se você vender por mais do que pagou, é tributado em 20%. “FII é isento” é uma meia-verdade — o aluguel mensal é, o ganho de capital não.

IndicadorComo ler num FII de logística como o HGLG11
Dividend Yield (do aluguel)Rendimento anualizado sobre a cota. Isento para PF nas condições da lei — mas desconfie de yield muito acima dos pares: pode embutir risco.
Vacância física e financeiraÁrea vazia e receita perdida. Em logística, vacância baixa e bem localizada é o principal sinal de saúde.
P/VPCota ante o valor dos imóveis. Abaixo de 1 pede investigação: oportunidade ou problema?
Tipo e prazo dos contratosContrato atípico (built-to-suit) longo dá renda previsível; carteira com vencimentos próximos traz risco de renegociação.

Logística tem um vento estrutural a favor — e um risco de concentração: o crescimento do e-commerce sustenta a demanda por galpões bem localizados, o que favorece fundos como o HGLG11. Mas a força de um FII de tijolo também é sua fragilidade: se poucos imóveis ou poucos inquilinos respondem por grande parte da renda, a saída de um único locatário importante derruba o rendimento. Olhe a diversificação de inquilinos tanto quanto a de imóveis.

Os riscos de um FII de logística

Primeiro, o risco de vacância: um galpão desocupado deixa de pagar aluguel imediatamente, e recolocá-lo leva tempo. Segundo, o risco de crédito do inquilino: se o locatário quebra ou renegocia para baixo, a renda cai. Terceiro, a sensibilidade à taxa de juros — quando a Selic sobe, a renda fixa fica mais atraente e as cotas de FII tendem a cair, pressionando o valor do seu patrimônio (embora o rendimento mensal continue pingando). E há o risco de concentração, quando poucos ativos ou inquilinos pesam demais na carteira.

Veredito honesto — o que observar

O HGLG11 é um dos FIIs de logística de referência da bolsa, e lê-lo bem depende de três movimentos: (1) usar as réguas do tijolo — vacância, P/VP, cap rate e contratos —, não os indicadores de ação; (2) entender a tributação de verdade: rendimento mensal isento sob condições, ganho de capital tributado em 20%; e (3) vigiar a concentração de inquilinos e a sensibilidade das cotas à Selic. Os números no topo desta página são a fotografia de hoje; a decisão depende do seu horizonte e do seu objetivo de renda.

Para a tese completa, a lista de imóveis e os cenários para 2026, leia a análise editorial completa do HGLG11 (CSHG Logística). Para comparar os principais FIIs entre si, veja o comparativo HGLG11 × KNRI11 × MXRF11 × BTLG11.

Perguntas frequentes sobre HGLG11

Como se avalia um fundo imobiliário de tijolo?

Pela renda do aluguel, não pelo lucro contábil. As perguntas que decidem são quatro: quem são os inquilinos, quanto do fundo está vago, quando os contratos vencem e como o aluguel é reajustado. O preço da cota vem depois disso, não antes.

Por que o rendimento de FII costuma ser isento?

Porque a lei concede isenção do imposto sobre o rendimento distribuído a pessoas físicas quando o fundo cumpre requisitos como número mínimo de cotistas e negociação em bolsa. A isenção vale para o rendimento mensal — o ganho na venda da cota é tributado normalmente.

O que é vacância e por que ela importa tanto?

É a parcela do imóvel que está desocupada e portanto não paga aluguel. Ela é o principal risco de um fundo de tijolo porque atinge a renda diretamente: cada metro vago é rendimento que não chega ao cotista, e recontratar leva tempo.

Galpão logístico é mais seguro que escritório?

Costuma ter contratos mais longos e demanda sustentada pelo comércio eletrônico, mas não é imune. O que decide é a localização, a qualidade do inquilino e o prazo dos contratos — um galpão mal localizado com contrato curto é mais frágil que um bom escritório.

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