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Fundo Imobiliário

GARE11 — Guardian Real Estate: cotação, fundamentos e análise

GARE11 é um FII de tijolo com foco em imóveis de renda. Veja cotação e análise editorial completa.

GARE11 B3 · Brasil
R$ 8,41 ▼ 0,47%
Atualizado em 17/09/2026 03:33 · Delay ~15 min

Dados principais

Dividend Yield 11,81% 12 meses
P/VP 0,93 Preço / Valor Patrimonial
Último rendimento R$ 0,08 Por cota
VP por cota R$ 9,07 Valor patrimonial
Valor de mercado R$ 2,62 Bilhões Patrimônio líquido
Cotistas 553.688 Base de investidores
Segmento Híbrido
Mandato Híbridos
Tipo de fundo Fundo de Tijolo

Fonte: Investidor10 + yahoo

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui recomendação de investimento, análise de valores mobiliários, assessoria financeira nem oferta de qualquer produto. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões.

Conteúdo educativo, sem recomendação de compra ou venda de cotas. Os indicadores exibidos nesta página (cotação, dividend yield, P/VP, vacância) refletem o dado de mercado no momento em que você lê e mudam constantemente. Fundo imobiliário é renda variável e envolve risco de perda. Consulte um profissional habilitado na CVM antes de decisões patrimoniais.

Quando um fundo tem poucos inquilinos gigantes, a análise deixa de ser sobre imóvel e vira sobre o inquilino

Há uma categoria de FII de tijolo em que a lógica se inverte. Nos fundos de renda urbana — lojas de rua, supermercados, atacarejos, agências e centros de conveniência —, é comum que um punhado de grandes varejistas responda por quase toda a receita, sob contratos longos. Isso produz um rendimento admiravelmente estável enquanto está tudo bem. Mas significa que o cotista está, na prática, financiando um pequeno grupo de empresas. Se um desses inquilinos entra em dificuldade financeira, não é uma fatia da renda que balança: é um pedaço grande dela. Ler o GARE11 é, antes de tudo, olhar quem assina os contratos.

O GARE11 é o Guardian Real Estate, um fundo imobiliário de tijolo voltado a imóveis de renda urbana — o segmento de propriedades comerciais locadas a operações de varejo e serviços, tipicamente sob contratos de longo prazo. A renda vem dos aluguéis desses imóveis, distribuída mensalmente aos cotistas.

Sale-leaseback: a operação que estrutura esse tipo de fundo

Boa parte dos imóveis de renda urbana chega aos fundos por uma operação chamada sale and leaseback: a empresa que ocupa o imóvel vende a propriedade ao fundo e, no mesmo ato, assina um contrato de locação de longo prazo para continuar ali. Ela levanta caixa sem sair do lugar; o fundo ganha um inquilino já instalado, com contrato longo.

Como funciona uma operação de sale and leaseback A empresa que ocupa o imóvel vende a propriedade ao fundo imobiliário e recebe o dinheiro à vista. No mesmo ato, assina um contrato de locação de longo prazo e continua operando no local, passando a pagar aluguel ao fundo. O fundo obtém um inquilino já instalado e uma renda contratada de longo prazo. Vende o imóvel, continua no imóvel Varejista vende o imóvel e levanta caixa Fundo compra e vira proprietário Aluguel longo ao cotista O varejista segue operando no mesmo ponto — agora como inquilino. Renda previsível — desde que a saúde financeira do inquilino se mantenha.

Contrato longo protege contra vacância, não contra falência: um contrato de dez anos garante que o inquilino não pode simplesmente sair sem custo — mas nenhuma cláusula obriga uma empresa em recuperação judicial a continuar pagando aluguel de todos os pontos. É por isso que, em fundos de renda urbana, a análise de crédito do locatário vale tanto quanto a análise do imóvel. Você é, funcionalmente, credor de longo prazo daquele varejista.

Concentração: a régua que decide a segurança da renda

Em fundos com poucos inquilinos, duas perguntas objetivas resolvem a maior parte da análise. Primeira: qual a fatia da receita que vem do maior locatário? Se um único nome responde por uma parcela expressiva do aluguel, o fundo tem um risco concentrado — por melhor que seja a empresa hoje. Segunda: quando vencem os contratos? Um cronograma de vencimentos espalhado no tempo é muito mais seguro do que vários contratos terminando no mesmo ano, porque dilui o risco de renegociação. Vale ainda olhar a qualidade dos pontos: um imóvel bem localizado tem alternativa de locação se o inquilino sair; um galpão-loja sob medida em área de pouca demanda, não.

IndicadorComo ler num FII de renda urbana como o GARE11
Concentração por inquilinoA régua central. Quanto da receita vem do maior locatário? Concentração alta = risco de crédito relevante.
Saúde financeira dos locatáriosVocê é credor de longo prazo desses varejistas. A situação deles importa tanto quanto o imóvel.
Cronograma de vencimentosContratos vencendo em bloco concentram o risco de renegociação num único período.
Qualidade e liquidez dos pontosImóvel bem localizado se realoca; imóvel sob medida em região fraca, não.

A tributação, sem meia-verdade: o rendimento mensal do FII é isento de Imposto de Renda para a pessoa física, desde que o fundo tenha no mínimo 100 cotistas, as cotas sejam negociadas em bolsa e o investidor não detenha 10% ou mais do fundo. A isenção vale só para o rendimento: o lucro na venda das cotas é tributado em 20%.

Os riscos de um fundo de renda urbana

Primeiro, o risco de concentração e crédito: poucos inquilinos grandes significam que a dificuldade de um deles atinge uma fatia relevante da renda. Segundo, o risco de renegociação no vencimento: contratos longos em algum momento acabam, e o novo valor depende do mercado daquele momento. Terceiro, o risco de realocação: imóveis muito específicos ou mal localizados demoram a encontrar novo inquilino. E, como em todo FII, a alta de juros pressiona o preço das cotas na bolsa, mesmo com o aluguel entrando normalmente.

Veredito honesto — o que observar

O GARE11 é um FII de tijolo do segmento de renda urbana, e lê-lo bem depende de três movimentos: (1) tratar a análise dos inquilinos como parte central da tese — em contratos longos e concentrados, você é credor do varejista; (2) medir a concentração da receita e o cronograma de vencimentos, que juntos definem a fragilidade da renda; e (3) avaliar a qualidade dos pontos, porque é ela que determina se um imóvel devolvido volta a gerar renda rapidamente. Os números no topo desta página são a fotografia de hoje; a decisão depende do seu horizonte e da sua tolerância a risco concentrado.

Para a tese completa, a lista de imóveis e os cenários para 2026, leia a análise editorial completa do GARE11 (Guardian Real Estate). Para comparar com um fundo de tijolo de outro segmento, veja HGLG11 (CSHG Logística): as réguas do tijolo.

Perguntas frequentes sobre GARE11

O que é sale-leaseback?

É a operação em que uma empresa vende o imóvel que ocupa e continua nele como inquilina, com contrato longo. O fundo compra o imóvel e recebe o aluguel; a empresa levanta caixa sem sair do lugar. É a estrutura típica dos fundos de renda urbana.

Por que a concentração de inquilinos importa tanto neste tipo de fundo?

Porque quando poucos inquilinos respondem por quase toda a renda, a análise deixa de ser sobre imóveis e passa a ser sobre a saúde financeira dessas empresas. Um único inquilino em dificuldade compromete uma fatia grande do rendimento de uma vez.

Contrato atípico é mais seguro que contrato comum?

Costuma ser mais previsível: prazos longos, multas altas em caso de saída antecipada e reajuste definido. Isso protege a renda enquanto o inquilino paga. Mas a proteção contratual vale o que vale a capacidade de pagar de quem assinou.

Quais os riscos de um fundo de renda urbana?

A concentração em poucos inquilinos, a dependência da saúde de setores específicos, e o vencimento dos contratos longos, que um dia chega. Quando o contrato atípico termina, a renegociação acontece a preço de mercado, que pode ser bem diferente do combinado anos antes.

Análise editorial completa

GARE11: análise completa do Guardian Real Estate — o que está por trás do DY

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