Para anunciantes
Atualizado em maio de 2026. Esta página é o ponto único de contato para marcas, agências e PR interessados em alguma forma de relação comercial com o Leitura Singular. Leia até o fim antes de propor qualquer coisa — vai te poupar tempo, e vai poupar o meu.
O que está ativo neste momento
A casa se sustenta por afiliado declarado de livro e tecnologia, o trabalho do editor e apoio voluntário do leitor via Pix. A linha de manuais próprios foi encerrada em junho de 2026. Anúncios programáticos (Google AdSense) foram avaliados e não adotados — o site não exibe anúncios (ver Sobre anúncios). Banco e corretora permanecem fora por ora. Toda relação comercial em vigor está listada em Divulgações — ali, não no veredito.
A mesma coerência vale para qualquer relação comercial: a casa recusa produto financeiro predatório — consignado a idoso, crédito sem CET, “renda extra”, estrutura piramidal — mesmo quando pagaria acima da média. É o tipo de blindagem que custa receita e preserva o ativo que importa: a confiança do leitor.
O que aceitamos discutir
- Link de afiliado declarado (
rel="sponsored"+ aviso visível no artigo) onde o produto é citado por mérito editorial próprio. Não criamos artigo para encaixar afiliado. - Patrocínio identificado de uma edição da newsletter, com aviso no topo e no rodapé e cláusula contratual de não-interferência editorial.
- Cessão de produto físico para análise honesta — sem garantia de cobertura, sem aprovação prévia, sem revisão pré-publicação.
- Citação técnica em comparativos quando a marca passa pelo mesmo crivo de evidência das demais. Sem pagamento, sem preferência por desembolso.
O crivo: três perguntas, um método
A casa aplica a propostas comerciais o mesmo método que aplica a qualquer alegação editorial. Não é decoração: é o que decide se uma proposta passa.
1. O comportamento histórico da marca sustenta a propaganda?
O que conta não é o que a marca diz hoje. É o que ela fez nos últimos cinco, dez, vinte anos. Marca com retrospecto de TAC com Banco Central, CVM, Procon ou autoridade equivalente, taxa escondida em letra miúda, produto opaco vendido como “exclusivo” — não passa. Tamanho de orçamento de mídia não desempata.
2. As alegações comerciais passam no crivo de evidência das alegações editoriais?
“Rentabilidade atraente” não é número. “Líder de mercado” não é dado. “Aprovado por nossos clientes” não é evidência. “O melhor para você” não é proposição testável. Se a marca precisa dessas expressões para vender o produto, o problema não é o veículo onde ele vai aparecer — é o produto.
3. A responsabilidade é compartilhável sem ressalva?
O anunciante responde pelo produto; o editorial responde pela associação. Nenhum dos dois delega culpa. Se aceitarmos uma relação e o produto se mostrar diferente do briefing, somos co-responsáveis pela frustração do leitor — e a relação termina com reembolso, retirada pública e nota corretiva em Divulgações. Por isso o filtro é alto antes do “sim”, e o “sim” é reversível.
A fronteira inegociável
O julgamento editorial da casa é cego à relação comercial. Marca parceira em comparativo é tratada igual à concorrência; se perde, perde publicamente, sem nota especial, sem rodapé conciliador. Não há comissão variável que altere ranking, posição em tabela ou tom de veredito — a remuneração é fixa por veiculação, nunca atrelada a performance favorável.
A relação comercial existe declarada em Divulgações e em nenhum outro lugar do site. Vale dos dois lados: o anunciante não compra um veredito favorável; e o veredito favorável, quando acontece em comparativo, vale exatamente o mesmo que vale para uma marca sem relação comercial — porque foi produzido pelo mesmo método.
O que jamais será aceito
- Curso pago de finanças, coaching financeiro, mentoria individual de investimento, programa de “educação financeira” com promessa de retorno.
- Grupo VIP de sinais, robô de trade, indicação de ação ou ativo específico, gestão de carteira terceirizada sem CVM.
- Criptomoeda sem custódia pública auditada, sem white paper técnico verificável, ou sem regulação local equivalente.
- Plataforma de “renda extra” com estrutura piramidal, marketing multinível ou modelo de afiliação interna.
- Produto financeiro cujas letras miúdas escondam taxa, IOF, IR, carência ou condição relevante.
- Banco ou fintech que vincule produto financeiro a relação bancária forçada — cartão condicionado a CDB curto, seguro embutido em conta digital, taxa de manutenção disfarçada de “serviço diferenciado”.
- Anúncio cujo alvo seja consumidor em situação financeira vulnerável — nome negativado, consignado para aposentado de baixa renda, empréstimo a juro composto sem CET divulgado.
Como funciona o processo
- Canal único: e-mail direto para roberto@leiturasingular.com.br. Sem formulário automatizado, sem intermediário de mídia, sem agência de pauta paga.
- Briefing técnico, não comercial: o que o produto faz, como cobra, quem é o público, qual é o pior caso real para o cliente. Se não cabe em texto direto, a proposta volta sem análise.
- Resposta em até 7 dias úteis: sim ou não, com justificativa breve.
- Se sim: contrato curto com três cláusulas inegociáveis — não-interferência editorial, reversibilidade a qualquer momento se o produto se mostrar diferente do briefing, listagem pública em Divulgações antes do go-live.
- Se não: você pode pedir o motivo. Respondo por e-mail.
O que não está em discussão, em nenhuma circunstância
- Aprovação prévia, pelo anunciante, de qualquer conteúdo editorial — citado ou não.
- Remoção, edição ou suavização de comparativo, análise ou resenha negativa.
- Posição garantida em ranking, “destaque pago” ou “produto recomendado pelo editor”.
- Acesso da marca à pauta editorial em produção, ao calendário de publicações ou ao processo de revisão.
- Conteúdo escrito pela marca publicado sob assinatura do Leitura Singular ou do editor.
- Pagamento por exclusão de menção a concorrente, por silenciamento de tema sensível ao setor, ou por evitar cluster editorial.
- Cláusula contratual de “não-criticar” embutida em qualquer acordo, formal ou informal.
Por que a barra é alta
A confiança do leitor é o único ativo do Leitura Singular. Anunciante que não passe no crivo custa mais do que paga — a receita marginal entra como dinheiro e sai como erosão de credibilidade que leva anos para reconstruir. Não compensa para nenhum dos dois lados.
Quem lê o Leitura Singular
Audiência rara para o padrão do mercado brasileiro, descrita pelo comportamento e não por renda, profissão ou faixa de patrimônio: lê 20 a 40 minutos de análise antes de decidir, cruza fontes, desconfia de adjetivo, datado de evidência. Não responde a propaganda — responde a número com fonte oficial e data. Converte quando o produto resolve um problema real e o método de medição é público. Em alguns mercados, vale mais do que volume bruto.
O que oferecemos quando faz sentido
Para a marca que passa no crivo, três coisas:
- Exposição em um portal cujo posicionamento público é exatamente este — o que torna a citação da marca, neste espaço, uma forma de auditoria pública pela escolha em si.
- Análise técnica honesta do produto, com pontos negativos visíveis. Marca segura disso ganha; marca insegura sai perdendo. É feature, não bug.
- Acesso a um leitor de decisão longa. Não é audiência de impulso; é audiência de consideração.
Se você está lendo até aqui e o produto que representa passa nos critérios acima, escreva. Se não passa, agradeço o tempo de leitura — fico feliz que tenha conhecido o site.
— Roberto Oliveira
Editor · Rio de Janeiro