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Fundo Imobiliário

MXRF11 — Maxi Renda: cotação, fundamentos e análise

MXRF11 é um dos FIIs mais negociados da B3, com perfil híbrido de papel e cotas. Veja cotação e análise editorial.

MXRF11 B3 · Brasil
R$ 9,10 ▼ 0,33%
Atualizado em 17/09/2026 03:33 · Delay ~15 min

Dados principais

Dividend Yield 13,10% 12 meses
P/VP 0,98 Preço / Valor Patrimonial
Último rendimento R$ 0,10 Por cota
VP por cota R$ 9,26 Valor patrimonial
Valor de mercado R$ 5,25 Bilhões Patrimônio líquido
Cotistas 1.529.300 Base de investidores
Segmento Híbrido
Mandato Híbridos
Tipo de fundo Fundo de Papel

Fonte: Investidor10 + yahoo

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui recomendação de investimento, análise de valores mobiliários, assessoria financeira nem oferta de qualquer produto. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões.

Conteúdo educativo, sem recomendação de compra ou venda de cotas. Os indicadores exibidos nesta página (cotação, dividend yield, P/VP) refletem o dado de mercado no momento em que você lê e mudam constantemente. Fundo imobiliário é renda variável e envolve risco de perda. Consulte um profissional habilitado na CVM antes de decisões patrimoniais.

Um FII de papel não tem imóvel — ele tem devedores

Aqui está o mal-entendido mais comum dos fundos imobiliários: muita gente compra um FII de papel achando que está comprando prédio. Não está. Um fundo de papel como o MXRF11 não é dono de galpões, lajes ou shoppings — ele é credor. Compra CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), que são títulos de dívida lastreados em operações do setor imobiliário, e vive dos juros que esses títulos pagam. A consequência muda tudo: não se analisa vacância nem localização, e sim quem deve, quanto rende e qual a chance de não pagar. É análise de crédito, não de imóvel.

O MXRF11 é o Maxi Renda, um dos fundos imobiliários com maior número de cotistas do Brasil, conhecido pela cota de valor acessível e pela distribuição mensal de rendimentos. É um fundo majoritariamente de papel: sua carteira é composta sobretudo por CRIs, com espaço também para cotas de outros fundos imobiliários e operações estruturadas. Essa composição faz dele um híbrido na prática, mas com o DNA de um fundo de crédito imobiliário.

De onde vem o rendimento de um fundo de papel

O CRI é um título: alguém tomou dinheiro emprestado numa operação imobiliária e paga juros por isso. Esses juros quase nunca são fixos — são atrelados a um indexador, normalmente o IPCA (inflação) ou o CDI (juro básico), mais uma taxa de spread. É essa engrenagem que determina o rendimento mensal do fundo.

Como um FII de papel gera renda O fundo compra Certificados de Recebíveis Imobiliários, que são dívidas do setor imobiliário. Cada título paga um indexador, IPCA ou CDI, mais uma taxa de spread. Os juros recebidos formam a renda distribuída mensalmente aos cotistas. O risco central é o devedor não pagar, chamado de inadimplência ou default. O fundo é credor, não proprietário Fundo compra CRI (dívida imobiliária) Devedor paga juros IPCA ou CDI + spread Rendimento mensal ao cotista Não há vacância nem inquilino: o risco é o devedor não pagar (inadimplência do CRI). Carteira indexada ao IPCA rende mais com inflação alta; ao CDI, com juro alto.

O indexador da carteira explica o rendimento melhor que qualquer previsão: um fundo com CRIs atrelados ao IPCA vê a renda subir quando a inflação acelera; um com CRIs atrelados ao CDI ganha quando o juro básico está alto. Não é sorte nem talento do gestor — é matemática do contrato. Antes de comparar o yield de dois fundos de papel, veja a que estão indexados: você pode estar comparando duas apostas macroeconômicas diferentes.

O risco que substitui a vacância: crédito e garantia

Num fundo de tijolo, o pesadelo é o galpão vazio. Num fundo de papel, é o devedor que para de pagar. Por isso a análise se desloca para a qualidade do crédito: quem é o devedor, qual o setor, e — o ponto decisivo — quais são as garantias. Um CRI bem estruturado tem garantias reais (o próprio imóvel alienado, recebíveis cedidos, fundo de reserva) que permitem recuperar o valor se a operação azedar. Costuma-se separar a carteira entre papéis high grade (devedores mais sólidos, spread menor) e high yield (mais arriscados, spread maior). Um yield alto demais em relação aos pares raramente é almoço grátis: normalmente é o prêmio por um risco de crédito maior.

IndicadorComo ler num FII de papel como o MXRF11
Indexador da carteira (IPCA × CDI)Define o comportamento da renda. IPCA protege da inflação; CDI acompanha o juro básico.
Qualidade do crédito e garantiasSubstitui a análise de imóvel. Garantia real robusta é o que protege o cotista se o devedor falhar.
Inadimplência da carteiraO equivalente à vacância. CRI que atrasa ou não paga corta a renda daquele fluxo.
P/VPCota ante o valor patrimonial dos títulos. Em fundos de papel, o patrimônio oscila com a marcação dos CRIs.

A tributação, sem meia-verdade: o rendimento mensal do FII é isento de Imposto de Renda para a pessoa física, desde que o fundo tenha no mínimo 100 cotistas, as cotas sejam negociadas em bolsa e o investidor não detenha 10% ou mais do fundo. A isenção, porém, vale só para o rendimento: o lucro na venda das cotas é tributado em 20%. Vale para fundo de papel e de tijolo igualmente — “FII é isento” é verdade pela metade.

Os riscos de um fundo de papel

Primeiro, o risco de crédito: um ou mais devedores podem atrasar ou não pagar, e a renda cai imediatamente. Segundo, o risco de indexador: uma carteira de IPCA rende menos quando a inflação recua; uma de CDI, quando a Selic cai. Terceiro, o risco de marcação: o valor patrimonial das cotas oscila conforme os títulos são reavaliados, o que mexe no P/VP mesmo sem nada ter mudado no fluxo de juros. E, como em todo FII, a alta de juros torna a renda fixa mais competitiva e pressiona o preço das cotas.

Veredito honesto — o que observar

O MXRF11 é um dos FIIs de papel mais populares do país, e lê-lo bem depende de três movimentos: (1) entender que você é credor, não proprietário — a régua é crédito e garantia, não vacância; (2) identificar o indexador dominante da carteira, porque é ele que explica a renda em cada cenário de inflação e juro; e (3) desconfiar de yield muito acima dos pares, que costuma ser prêmio de risco de crédito, não habilidade. Os números no topo desta página são a fotografia de hoje; a decisão depende do seu horizonte e da sua tolerância a risco de crédito.

Para a tese completa, a composição da carteira e os cenários para 2026, leia a análise editorial completa do MXRF11 (Maxi Renda). Para ver o contraponto de um fundo de tijolo, veja HGLG11 (CSHG Logística): as réguas do tijolo.

Perguntas frequentes sobre MXRF11

Qual a diferença entre fundo de papel e fundo de tijolo?

O de tijolo tem imóveis e recebe aluguel; o de papel tem títulos de crédito imobiliário e recebe juros. No de papel não existe vacância, porque não há imóvel — o risco equivalente é o devedor não pagar o que deve.

De onde vem o rendimento de um fundo de papel?

Dos juros dos títulos de crédito imobiliário que ele carrega, que costumam ser corrigidos por um índice de inflação ou pela taxa básica mais um prêmio. Quando esses indexadores sobem, o rendimento distribuído tende a subir junto, e o contrário também vale.

O que é garantia real num título de crédito imobiliário?

É um bem vinculado à dívida — em geral o próprio imóvel ou os recebíveis do empreendimento — que pode ser executado se o devedor não pagar. É o que separa uma promessa de pagamento de uma proteção com lastro, e muda muito o risco do papel.

Quais os riscos de um fundo de papel?

Inadimplência dos devedores, qualidade e liquidez das garantias, e concentração em poucos emissores ou num único setor. Há ainda o risco do indexador: quando a inflação ou os juros caem, o rendimento distribuído cai junto, sem que nada tenha dado errado.

Análise editorial completa

MXRF11: análise completa do Maxi Renda — vale a pena?

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