Conteúdo educativo, sem recomendação personalizada de investimento. Indicadores e taxas variam ao longo do tempo; produtos citados são exemplos para explicar mecânica, nunca indicação de compra. Regras tributárias e de garantia refletem a legislação vigente na data de leitura — confirme antes de decidir. Consulte um profissional habilitado antes de decisões patrimoniais.
O “% do CDI” no folheto é a pergunta errada — o que decide é o que sobra depois do IR
Você abre o app da corretora e três produtos de renda fixa disputam o seu dinheiro com nomes quase iguais: CDB, LCI, LCA. Os números na tela não batem — um oferece 110% do CDI, outro 95%, o terceiro 92%. Um diz “isento de IR”, os outros não. E a sua cabeça faz a conta errada: presume que o percentual maior rende mais.
Não rende. O percentual estampado é bruto. Sobre o CDB cai imposto de renda — de 22,5% a 15%, dependendo do prazo. Sobre a LCI e a LCA, não cai nada. Então o “110% do CDI” do CDB pode virar 88% líquido, e a “LCI de 95%” — que parecia menor — passa na frente. A comparação honesta só existe depois de três números: o percentual oferecido, o prazo até você precisar do dinheiro, e a alíquota de IR que o CDB pagaria nesse prazo. Sem esses três, o “mais alto” da tela quase nunca é o “mais alto” do bolso.
Este guia destrincha a matemática real — não a de folheto. A boa notícia: cabe numa multiplicação por linha, e depois dela a escolha certa fica óbvia.
Resposta direta (TL;DR)
| Sua situação | Vencedor típico | Por quê |
|---|---|---|
| Reserva de emergência (precisa do dinheiro em dias) | Nenhum dos três | LCI e LCA têm carência mínima de 6 meses; CDB de banco médio prende o dinheiro. Use CDB de liquidez diária a 100% do CDI ou Tesouro Selic |
| Sobra de R$ 5–50 mil para 12 meses | Depende do percentual | LCI/LCA a 90%+ do CDI bate CDB a 100% do CDI em 12 meses — o IR de 17,5% derruba o CDB para 82,5% líquido |
| Sobra para deixar 2–5 anos sem mexer | LCI/LCA na maioria dos casos | Acima de 720 dias o IR do CDB cai para 15%, mas a isenção das LCx ainda vence quando o percentual é maior ou igual a 85% do CDI |
| Patrimônio acumulado, R$ 100 mil+ | Mix entre os três | Diversificar emissores dentro do teto do FGC é mais importante que escolher um único campeão |
| Fluxo de caixa irregular | CDB pós-fixado curto | A carência da LCI/LCA é incompatível com chamada inesperada de caixa |
Se você quer só o atalho, ele está aí. Se quer entender de onde vêm os números — e por que o “vencedor” muda quando o percentual sobe ou cai meio ponto — siga adiante. A parte que interessa é a mecânica; ela transfere para qualquer oferta que você encontrar, hoje ou daqui a três anos.
As três variáveis que você precisa fixar antes de qualquer conta
Não existe “qual rende mais” no abstrato. A comparação só ganha sentido depois de travar três variáveis. Duas são suas (quanto tempo o dinheiro pode ficar parado, e o percentual do CDI que a oferta traz); a terceira é lei (a tabela regressiva do IR). É a interação dessas três que decide — não o número grande na tela.
Variável 1 — o prazo (é ele que define o seu IR)
Todo produto de renda fixa não isento — CDB, Tesouro Direto, fundo DI — paga IR na fonte pela tabela regressiva da Receita Federal. Quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a mordida. Essa tabela é o motor de tudo o que vem a seguir:
| Prazo da aplicação | Alíquota de IR sobre o rendimento | O que sobra de cada R$ 100 de juros |
|---|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% | R$ 77,50 |
| De 181 a 360 dias | 20% | R$ 80,00 |
| De 361 a 720 dias | 17,5% | R$ 82,50 |
| Acima de 720 dias | 15% | R$ 85,00 |
Repare no que essa tabela faz com um CDB de 100% do CDI. Resgatado em seis meses, ele entrega só 77,5% do CDI líquido. Deixado dois anos, sobe para 85%. O mesmo produto, a mesma taxa — só o tempo mudou. E note o degrau final: a LCI/LCA isenta não tem essa penalidade em nenhum prazo. É por isso que a isenção pesa mais no curto prazo, onde o IR do CDB ainda é alto.
Variável 2 — o percentual do CDI (e o mercado onde ele mora)
O mesmo produto sai com percentuais diferentes conforme onde você compra. Não é sorte: é a estrutura de captação de cada casa. Vale saber onde procurar cada faixa:
| Onde você compra | CDB pós-fixado típico | LCI/LCA típica | Observação |
|---|---|---|---|
| App de banco digital (liquidez diária) | ~100% do CDI | raramente oferecem | Feito para a reserva, não para maximizar |
| Banco médio com captação direta | 105–115% do CDI | 90–98% do CDI | Prazo fechado; percentuais altos saem em janelas específicas |
| Corretora (vitrine de vários emissores) | varia por emissor/prazo | 90–98% do CDI | Onde se pega a melhor oferta da semana |
| Banco tradicional (Itaú, Bradesco, BB…) | 85–95% do CDI | 80–88% do CDI | Taxas mais magras; vantagem é já ter conta |
Os percentuais acima são ilustrativos e mudam de semana para semana. O que não muda é o padrão: banco menor paga mais porque precisa captar; banco grande paga menos porque não depende de você. O FGC existe justamente para você conseguir aproveitar o prêmio do banco menor sem carregar o risco dele — voltaremos a isso.
Variável 3 — a fórmula que junta tudo
Esta é a única aritmética do artigo, e é uma multiplicação:
Produto a produto: o que é cada um e o que olhar antes de comprar
CDB — Certificado de Depósito Bancário
É a forma mais antiga e direta de o banco captar dinheiro de você. Você empresta ao banco; ele usa para irrigar a carteira de crédito (cartão, financiamento, capital de giro). Em troca, paga uma taxa que pode ser pós-fixada (X% do CDI), prefixada (X% ao ano fechado) ou híbrida (IPCA + Y%).
Carência: varia muito. Há CDBs de liquidez diária (resgate a qualquer momento, comuns em apps de banco digital) e CDBs de prazo fechado (30 dias a 6 anos, comuns em corretoras e bancos médios). Tributação: IR regressivo na fonte, mais IOF nos primeiros 30 dias. Garantia: FGC. O que olhar antes de comprar: a taxa em percentual do CDI (não em ao ano), o prazo de carência e o de vencimento — que não são a mesma coisa —, o emissor (rating de crédito) e o quanto você já tem naquela instituição para não estourar o teto do FGC.
LCI — Letra de Crédito Imobiliário
Título emitido por bancos para captar recursos destinados ao crédito imobiliário. Há um lastro real do outro lado — uma carteira de financiamentos habitacionais — e é ele que justifica o benefício fiscal: a LCI é isenta de IR para pessoa física. Foi criada para baratear o crédito imobiliário e, de quebra, subsidia quem investe nela.
Carência: mínima legal de 6 meses para LCI pós-fixada; mais longa quando atrelada a índice de preços. Tributação: zero IR sobre o rendimento para pessoa física; IOF nos primeiros 30 dias, irrelevante na prática porque a carência já impede o saque antes disso. O que olhar: o percentual do CDI (que já é líquido, por ser isento), a carência e o vencimento — LCI sem saída antes do vencimento é dinheiro preso —, o emissor e o teto do FGC.
LCA — Letra de Crédito do Agronegócio
A prima da LCI: mesma estrutura, mesma isenção de IR, mesma cobertura do FGC. A única diferença é o lastro — crédito ao agronegócio em vez de imobiliário. Foi criada pelo mesmo motivo: subsidiar um setor estratégico via incentivo a quem empresta.
| Característica | CDB | LCI | LCA |
|---|---|---|---|
| Imposto de renda | Regressivo (22,5% → 15%) | Isento (PF) | Isento (PF) |
| Liquidez diária existe? | Sim, em alguns produtos | Não (carência mín. 6 meses) | Não (carência mín. 6 meses) |
| Lastro | Crédito geral do banco | Crédito imobiliário | Crédito do agronegócio |
| Garantia FGC | Sim | Sim | Sim |
| Percentual comparável… | …é bruto (desconte o IR) | …já é líquido | …já é líquido |
A matemática da isenção: quando 85% bate 100%
Agora que a fórmula está na mão, dá para responder à pergunta operacional que aparece na tela: tenho uma LCI a X% do CDI e um CDB a Y% do CDI, no mesmo prazo — qual rende mais líquido? Basta traduzir o CDB para “equivalente isento” e comparar com a LCx diretamente. Veja como o resultado muda com o prazo, porque é o prazo que muda o IR:
| Prazo (IR do CDB) | CDB 100% CDI → equivale a | CDB 110% CDI → equivale a | LCx precisa de… para empatar o CDB 110% |
|---|---|---|---|
| 6 a 12 meses (IR 20%) | 80,0% isento | 88,0% isento | 88% do CDI |
| 12 a 24 meses (IR 17,5%) | 82,5% isento | 90,75% isento | ~91% do CDI |
| 2 anos ou mais (IR 15%) | 85,0% isento | 93,5% isento | ~94% do CDI |
Leia a tabela de baixo para cima e a lógica salta. No longo prazo (IR 15%), o CDB defende melhor a taxa dele — a LCx precisa de 94% para bater um CDB de banco médio a 110%. No curto (IR 20%), a mesma LCx só precisa de 88%. A janela de superioridade da LCx é maior quanto mais curto o prazo, exatamente porque o IR do CDB é mais alto ali.
E a liquidez diária? Aqui a LCx nem entra na disputa: não existe LCI/LCA de liquidez diária, porque a carência mínima legal proíbe. O comparável do CDB de liquidez diária é o Tesouro Selic — mesmo IR do CDB, resgate em D+1. Reserva de emergência é território desses dois, nunca de LCx.
Para rodar a equivalência com os seus próprios números, a calculadora Comparador de Renda Fixa resolve em segundos, e a de Rendimento do CDI mostra quanto cada percentual vira em reais sobre o aporte que você está pensando.
Um exemplo com números fechados: R$ 50 mil por 18 meses
Sai do abstrato. Você tem R$ 50 mil que não vai precisar por 18 meses, e a vitrine mostra duas ofertas: uma LCI a 95% do CDI e um CDB a 110% do CDI, mesmo prazo. Qual leva?
Em 18 meses, o CDB cai na faixa de IR de 17,5% (361 a 720 dias). Aplicando a fórmula: 110% × (1 − 0,175) = 90,75% do CDI líquido. A LCI, isenta, entrega os 95% cheios. A LCI vence por 4,25 pontos percentuais de CDI — e ainda economiza a papelada do IR na declaração. A escolha é a LCI, desde que o emissor esteja dentro do teto do FGC e a carência caiba nos 18 meses.
Troque os números e refaça: se o CDB fosse 120% e o prazo 3 anos (IR 15%), daria 120% × 0,85 = 102% líquido — e aí o CDB venceria a LCI de 95%. A conclusão nunca é fixa; a conta é. Guarde a fórmula, não o veredito.
Cinco situações e a escolha que cada uma pede
1 — Ainda montando a reserva de emergência
Antes de qualquer comparação de percentual, este leitor precisa da reserva. Sem ela, toda aplicação de prazo fechado vira armadilha: basta um conserto inesperado de R$ 1.500 para forçar um resgate com prejuízo (LCx no secundário) ou IR alto (CDB curto). Escolha: 100% em CDB de liquidez diária a 100% do CDI no app do banco digital, ou Tesouro Selic via corretora. Acumular o equivalente a 6 meses de gasto antes de olhar para LCI/LCA.
2 — Reserva pronta, aportes mensais para 3+ anos
Este é o leitor para quem a LCI/LCA foi desenhada. A reserva já está separada. O dinheiro novo pode esperar 12, 24 meses sem afetar a vida. Escolha: 60–70% em LCI/LCA entre 90% e 98% do CDI, prazo 12 a 24 meses, dividida em pelo menos dois emissores para distribuir o teto do FGC. O restante em Tesouro IPCA+ longo, para proteção contra inflação.
3 — R$ 100 mil “estacionados para 1 ano”
Caso comum: entrada de imóvel daqui a 12 meses, troca de carro programada. Você sabe a data e o valor; precisa maximizar o líquido sem risco de mercado. Escolha: compare exatamente o que está na vitrine no dia. LCI a 95% por 12 meses bate CDB do banção a 100% e empata com banco médio a 110%. Não tenha medo do banco médio — o FGC paga dentro do teto.
4 — Fluxo irregular, pode precisar de R$ 30 mil em 30–90 dias
LCI e LCA estão fora: a carência de 6 meses inviabiliza, e vender no secundário antes dela custa deságio de 5 a 10% — a economia da isenção evapora. Escolha: 100% em CDB pós-fixado de liquidez diária ou D+1, ou Tesouro Selic. Perder uma fração de rentabilidade é o preço justo da liquidez para quem pode ser chamado a qualquer momento.
5 — Patrimônio de R$ 500 mil+, foco em preservar
Aqui o problema deixa de ser “qual rende mais” e vira “como diversificar dentro da renda fixa”. O teto do FGC por instituição é a principal restrição. Escolha: dividir em fatias abaixo do teto por emissor (margem para os juros correrem sem estourar), espalhadas em 3 a 5 instituições. Mix de LCI/LCA isenta (o que pode ficar parado), CDB pós-fixado com vencimentos escalonados (escada de liquidez) e Tesouro IPCA+ para o poder de compra no longo prazo. A liquidez emergencial fica fora desse mix.
| Objetivo | Horizonte | Escolha de partida |
|---|---|---|
| Reserva de emergência | Qualquer momento | CDB liquidez diária 100% CDI ou Tesouro Selic |
| Objetivo com data marcada | 6 a 24 meses | LCI/LCA se percentual compensar; senão CDB de prazo casado |
| Acumulação de longo prazo | 3 anos+ | LCI/LCA 90%+ do CDI + Tesouro IPCA+ para inflação |
| Caixa que pode ser chamado | Imprevisível | CDB pós-fixado com liquidez; nunca LCx |
| Preservação de patrimônio alto | Longo, diversificado | Mix dos três, dividido entre 3–5 emissores dentro do FGC |
A rede de segurança: FGC, e por que ela muda a decisão
Os três produtos são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos. Se o banco emissor quebrar, o FGC devolve o seu dinheiro dentro do teto vigente por CPF e por instituição, com um teto global por período de anos. O caso do Banco Master, liquidado no fim de 2025, foi o teste real recente: quem estava dentro do teto foi pago, e a maior parte dos pagamentos saiu em poucas semanas.
Vale registrar uma mudança recente do lado dos bancos — não do investidor. O Conselho Monetário Nacional apertou, ao longo de 2026, as regras de captação coberta pelo FGC (obrigando bancos que dependem muito dessa captação a alocar parte em títulos públicos e a contribuir mais ao fundo). O efeito colateral esperado é que algumas ofertas mais agressivas de CDB e LCI/LCA de bancos médios (110%+ do CDI) recuem com o tempo, à medida que essas instituições absorvem o novo custo. A cobertura do investidor final não muda; o que pode encolher é o prêmio na ponta. Não é motivo para correr — é motivo para não estranhar se as taxas mais gordas ficarem menos comuns.
Quatro armadilhas que continuam pegando gente
Veredito
O preço da pergunta “CDB, LCI ou LCA?” não é o percentual estampado na tela. É a sua capacidade de deixar o dinheiro parado pelo prazo certo. Quem pode esperar 12 meses ou mais escolhe LCI/LCA acima de 90% do CDI quase sempre — a isenção mais a tabela regressiva do CDB inclinam a balança. Quem precisa de liquidez fica com CDB pós-fixado de banco digital ou Tesouro Selic, e aceita perder uma fração de rentabilidade em troca de ter o dinheiro à mão. Não há campeão universal; há a escolha certa para o seu prazo.
Existe um nicho onde o CDB de banco médio bate a LCx mesmo no longo prazo: quando o percentual passa de 115% do CDI em prazo de 2+ anos. É raro, e geralmente vem de bancos com captação mais cara — leia-se, maior risco de crédito, ainda que o FGC cubra. Se aparecer, encaixe dentro do teto por emissor e diversifique.
O que não pode acontecer é você sair daqui com a sensação de que “renda fixa é tudo igual”. Não é. Com quase 15 pontos de juros nominais em jogo por ano, a diferença entre 80% e 95% do CDI líquido sobre R$ 100 mil é a diferença entre alguns milhares de reais que ficam no seu bolso ou vão para a Receita. Esse hiato existe de propósito: o governo isenta certas carteiras (imobiliária, agronegócio) e a tabela regressiva foi desenhada para empurrar capital ao longo prazo. Aproveitar é trabalho de leitor atento — não de quem aceita a primeira oferta do app. E, como toda regra tributária, a isenção da LCI/LCA é fruto de decisão política: hoje está firme, mas é o tipo de vantagem que vale reconfirmar no momento da compra, porque já foi alvo de discussão no Congresso.
Dúvidas comuns
LCI ou LCA, qual rende mais?
No mesmo emissor e prazo, são quase idênticas. O que muda é a janela de captação de cada banco — em algumas semanas a LCI sai um pouco mais alta, em outras a LCA. Compre a melhor do dia, sem tentar identificar tendência estrutural.
LCI e LCA continuam isentas de IR em 2026?
Sim. Houve uma proposta em 2025 de tributar esses títulos, mas ela não virou lei — a isenção de imposto de renda para pessoa física segue integral. Como é fruto de decisão política e já foi objeto de debate no Congresso, é o tipo de regra que vale reconfirmar no momento da aplicação, mas hoje a isenção está vigente.
LCI tem IOF?
Sim, IOF regressivo nos primeiros 30 dias, igual ao CDB. Como a carência mínima da LCI é de 6 meses, o IOF é zero na prática — você não consegue resgatar dentro dos 30 dias mesmo querendo.
LCI/LCA pode ser resgatada antes da carência?
Não pelo banco emissor. Há mercado secundário em algumas corretoras, mas com deságio (5–10% do principal) que devolve a vantagem da isenção. Se há chance real de precisar do dinheiro, escolha CDB pós-fixado com liquidez.
O que acontece se o banco emissor quebrar?
O FGC paga dentro do teto vigente por CPF e por instituição, somando todos os produtos cobertos do investidor naquele banco (CDB + LCI + LCA + poupança + LC). Há um teto global por período de anos. O caso do Banco Master, liquidado no fim de 2025, confirmou que o mecanismo funciona para quem estava dentro do limite.
Posso ter LCI no Inter e CDB no Nubank ao mesmo tempo?
Sim. O FGC cobre cada instituição separadamente até o teto. Distribuir produtos entre bancos diferentes é exatamente a forma certa de ampliar a cobertura efetiva.
LCI ou Tesouro IPCA+, qual é melhor para 5+ anos?
Depende do prêmio do Tesouro IPCA+ no momento da compra. Se a Selic cair conforme o mercado projeta, um IPCA+ com boa taxa real contratada tende a superar uma LCI pós-fixada no longo prazo; se a Selic ficar alta por mais tempo, a LCI vence. Diversificar entre os dois é a saída honesta — você não sabe qual cenário prevalece. Veja como a Selic move a renda fixa para dimensionar.
Tenho R$ 50 mil para 18 meses: LCI 95% do CDI ou CDB 110% do CDI?
Em 18 meses o IR do CDB é 17,5%, então 110% × 0,825 = 90,75% do CDI líquido. A LCI a 95% (isenta) bate por 4,25 pontos. Vai para a LCI — desde que o emissor esteja dentro do FGC e a carência caiba nos 18 meses.
Vale comprar LCI de banco que nunca ouvi falar?
Vale, dentro do teto do FGC — que existe exatamente para desacoplar o risco do banco da decisão do investidor de varejo. Respeite o limite por instituição, com margem para os juros, e mantenha um registro simples de quanto tem em cada lugar.
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