Dólar Turismo
O Dólar Turismo é a cotação praticada em casas de câmbio e no cartão de crédito internacional.
Dados principais
Fonte: Banco Central do Brasil
Conteúdo educativo, sem recomendação de câmbio ou investimento. Alíquotas de IOF e cotações mudam por decreto e ao longo do dia; confirme os valores vigentes antes de fechar negócio. A cotação exibida nesta página reflete o dado no momento em que você lê.
O dólar turismo é o preço real da sua viagem — e ele nunca é o do noticiário
A cotação que aparece na TV é o dólar comercial, negociado entre bancos. Quem viaja paga o dólar turismo: o mesmo dólar acrescido do spread da casa de câmbio e do IOF. É por isso que o cartão fecha a fatura num valor maior do que o “dólar de hoje” que você viu de manhã. Entender essa diferença é o que evita pagar caro por desatenção.
O dólar turismo é a cotação praticada para pessoas físicas — compra de moeda em casas de câmbio, gastos com cartão no exterior e compras em sites internacionais. O Banco Central divulga uma PTAX de referência do turismo, mas casas de câmbio e bancos sempre praticam taxas acima dela. A cotação de vitrine é o começo da conversa, não o preço final.
Olhe o “dólar efetivo”, não a vitrine: o número que importa é quanto o real custou por dólar depois do spread e do IOF. Duas casas com a mesma cotação de vitrine podem cobrar spreads bem diferentes — só o efetivo revela quem é mais barato de verdade.
Por que é mais caro: spread + IOF
A diferença para o comercial tem dois componentes. O spread é a margem da instituição, que varia de cerca de 1% a mais de 5% conforme a casa, o valor e a forma de pagamento. O IOF é imposto: desde os decretos de 2025, a alíquota é de 3,5% tanto nas compras com cartão de crédito, débito ou pré-pago no exterior quanto na compra de moeda em espécie.
Hoje o spread pesa mais que o IOF: com o IOF igualado em 3,5% para cartão e espécie, a diferença de preço entre uma casa de câmbio e outra está quase toda no spread. Comparar spreads virou o passo que mais economiza — mais até que escolher a forma de pagamento.
Cartão, espécie ou conta global: como decidir
As três formas de levar dólar têm o mesmo IOF de 3,5%, mas diferem em spread, segurança e praticidade.
| Forma | A favor | Contra |
|---|---|---|
| Cartão de crédito internacional | Prático, sem carregar dinheiro, proteção de compra | Fatura fecha na cotação do dia do processamento; spread do emissor |
| Espécie (papel-moeda) | Aceito onde cartão falha; controle do gasto | Risco de perda/roubo; spread da casa de câmbio |
| Conta/cartão global pré-pago | Trava a cotação na hora da carga; previsível | Depende de carregar antes; taxas variam por emissor |
A armadilha mais cara é o caixa eletrônico lá fora: sacar dólar em ATM no exterior costuma somar spread ruim, tarifa fixa do banco local e a do seu banco — pode sair bem mais caro que a casa de câmbio. Use como último recurso, não como plano.
Como pagar menos no câmbio turismo
Alguns hábitos reduzem o custo sem mágica: comparar o dólar efetivo (com spread e IOF) em mais de uma casa antes de comprar; evitar o câmbio de aeroporto, quase sempre o pior; preferir carregar com antecedência quando a cotação estiver favorável, em vez de deixar para a véspera; e desconfiar de “cotação promocional” que só cita a vitrine sem mostrar o efetivo. A conveniência de trocar em cima da hora costuma ser cobrada no spread.
Recuse “pagar em real” no exterior: maquininhas e sites lá fora às vezes oferecem cobrar direto em reais (a chamada conversão dinâmica de moeda). Parece cômodo, mas embute um câmbio bem pior que o do seu cartão. A regra é simples: no exterior, pague sempre na moeda local — a conversão para real é melhor feita pelo seu emissor.
Veredito honesto — o que observar
O dólar turismo é sempre o comercial mais uma margem, e a margem é onde você ganha ou perde. Três hábitos resolvem a maior parte: (1) comparar o dólar efetivo, nunca a cotação de vitrine; (2) lembrar que cartão, espécie e conta global pagam o mesmo IOF de 3,5% — a diferença real está no spread; e (3) tratar saque em ATM no exterior como último recurso. A cotação de hoje, no topo desta página, é o ponto de partida — o preço final depende de onde e como você troca.
Para entender a cotação de referência por trás do turismo e o que move o câmbio, veja Dólar comercial: PTAX e o que move o USD/BRL. Para o juro que ancora o câmbio, leia o que é a taxa Selic.
Perguntas frequentes sobre DOLAR TURISMO
Por que o dólar turismo é mais caro que o comercial?
Porque soma duas coisas ao preço de referência: o spread da casa de câmbio, que é a margem dela na operação, e o imposto que incide sobre a compra de moeda. Esses dois componentes explicam a diferença que você vê entre o noticiário e o balcão.
É melhor levar dinheiro em espécie ou usar cartão?
Depende do uso. Espécie resolve gorjeta, transporte e comércio pequeno, e é sensato levar uma quantia limitada. Para o grosso dos gastos, cartão ou conta em moeda estrangeira costuma sair melhor, desde que você compare a taxa efetiva de cada opção antes de viajar.
Como pagar menos no câmbio de viagem?
Compare o valor final entre casas de câmbio em vez de olhar só a cotação anunciada, considere a conta internacional que já converte com spread menor, e evite trocar moeda em aeroporto, onde a margem costuma ser a pior de todas as opções disponíveis.
Qual a diferença entre dólar turismo e dólar paralelo?
O turismo é a cotação praticada legalmente em casas de câmbio autorizadas, com nota e registro. O paralelo é o mercado informal, sem respaldo legal nem garantia de procedência da moeda. A economia aparente do paralelo não compensa o risco que ele carrega.
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