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Moeda

Dólar Turismo

O Dólar Turismo é a cotação praticada em casas de câmbio e no cartão de crédito internacional.

USD_TURISMO BCB · PTAX
R$ 5,95 ▲ 0,05%
Atualizado em 17/09/2026 00:27 · Delay ~5 min

Dados principais

Cotação atual R$ 5,95 BCB
Variação dia +0,05%

Fonte: Banco Central do Brasil

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui recomendação de investimento, análise de valores mobiliários, assessoria financeira nem oferta de qualquer produto. Consulte um profissional habilitado antes de tomar decisões.

Conteúdo educativo, sem recomendação de câmbio ou investimento. Alíquotas de IOF e cotações mudam por decreto e ao longo do dia; confirme os valores vigentes antes de fechar negócio. A cotação exibida nesta página reflete o dado no momento em que você lê.

O dólar turismo é o preço real da sua viagem — e ele nunca é o do noticiário

A cotação que aparece na TV é o dólar comercial, negociado entre bancos. Quem viaja paga o dólar turismo: o mesmo dólar acrescido do spread da casa de câmbio e do IOF. É por isso que o cartão fecha a fatura num valor maior do que o “dólar de hoje” que você viu de manhã. Entender essa diferença é o que evita pagar caro por desatenção.

O dólar turismo é a cotação praticada para pessoas físicas — compra de moeda em casas de câmbio, gastos com cartão no exterior e compras em sites internacionais. O Banco Central divulga uma PTAX de referência do turismo, mas casas de câmbio e bancos sempre praticam taxas acima dela. A cotação de vitrine é o começo da conversa, não o preço final.

Olhe o “dólar efetivo”, não a vitrine: o número que importa é quanto o real custou por dólar depois do spread e do IOF. Duas casas com a mesma cotação de vitrine podem cobrar spreads bem diferentes — só o efetivo revela quem é mais barato de verdade.

Por que é mais caro: spread + IOF

A diferença para o comercial tem dois componentes. O spread é a margem da instituição, que varia de cerca de 1% a mais de 5% conforme a casa, o valor e a forma de pagamento. O IOF é imposto: desde os decretos de 2025, a alíquota é de 3,5% tanto nas compras com cartão de crédito, débito ou pré-pago no exterior quanto na compra de moeda em espécie.

Composição do dólar turismo a partir do comercial O dólar turismo é formado pelo dólar comercial somado ao spread da casa de câmbio, de 1% a 5%, e ao IOF de 3,5%, resultando no preço efetivo pago pelo viajante. O que forma o preço que você paga Proporções ilustrativas — o spread varia por casa e forma de pagamento Dólar comercial (base) Spread 1–5% IOF 3,5% = Dólar turismo (o preço efetivo da sua viagem)

Hoje o spread pesa mais que o IOF: com o IOF igualado em 3,5% para cartão e espécie, a diferença de preço entre uma casa de câmbio e outra está quase toda no spread. Comparar spreads virou o passo que mais economiza — mais até que escolher a forma de pagamento.

Cartão, espécie ou conta global: como decidir

As três formas de levar dólar têm o mesmo IOF de 3,5%, mas diferem em spread, segurança e praticidade.

FormaA favorContra
Cartão de crédito internacionalPrático, sem carregar dinheiro, proteção de compraFatura fecha na cotação do dia do processamento; spread do emissor
Espécie (papel-moeda)Aceito onde cartão falha; controle do gastoRisco de perda/roubo; spread da casa de câmbio
Conta/cartão global pré-pagoTrava a cotação na hora da carga; previsívelDepende de carregar antes; taxas variam por emissor

A armadilha mais cara é o caixa eletrônico lá fora: sacar dólar em ATM no exterior costuma somar spread ruim, tarifa fixa do banco local e a do seu banco — pode sair bem mais caro que a casa de câmbio. Use como último recurso, não como plano.

Como pagar menos no câmbio turismo

Alguns hábitos reduzem o custo sem mágica: comparar o dólar efetivo (com spread e IOF) em mais de uma casa antes de comprar; evitar o câmbio de aeroporto, quase sempre o pior; preferir carregar com antecedência quando a cotação estiver favorável, em vez de deixar para a véspera; e desconfiar de “cotação promocional” que só cita a vitrine sem mostrar o efetivo. A conveniência de trocar em cima da hora costuma ser cobrada no spread.

Recuse “pagar em real” no exterior: maquininhas e sites lá fora às vezes oferecem cobrar direto em reais (a chamada conversão dinâmica de moeda). Parece cômodo, mas embute um câmbio bem pior que o do seu cartão. A regra é simples: no exterior, pague sempre na moeda local — a conversão para real é melhor feita pelo seu emissor.

Veredito honesto — o que observar

O dólar turismo é sempre o comercial mais uma margem, e a margem é onde você ganha ou perde. Três hábitos resolvem a maior parte: (1) comparar o dólar efetivo, nunca a cotação de vitrine; (2) lembrar que cartão, espécie e conta global pagam o mesmo IOF de 3,5% — a diferença real está no spread; e (3) tratar saque em ATM no exterior como último recurso. A cotação de hoje, no topo desta página, é o ponto de partida — o preço final depende de onde e como você troca.

Para entender a cotação de referência por trás do turismo e o que move o câmbio, veja Dólar comercial: PTAX e o que move o USD/BRL. Para o juro que ancora o câmbio, leia o que é a taxa Selic.

Perguntas frequentes sobre DOLAR TURISMO

Por que o dólar turismo é mais caro que o comercial?

Porque soma duas coisas ao preço de referência: o spread da casa de câmbio, que é a margem dela na operação, e o imposto que incide sobre a compra de moeda. Esses dois componentes explicam a diferença que você vê entre o noticiário e o balcão.

É melhor levar dinheiro em espécie ou usar cartão?

Depende do uso. Espécie resolve gorjeta, transporte e comércio pequeno, e é sensato levar uma quantia limitada. Para o grosso dos gastos, cartão ou conta em moeda estrangeira costuma sair melhor, desde que você compare a taxa efetiva de cada opção antes de viajar.

Como pagar menos no câmbio de viagem?

Compare o valor final entre casas de câmbio em vez de olhar só a cotação anunciada, considere a conta internacional que já converte com spread menor, e evite trocar moeda em aeroporto, onde a margem costuma ser a pior de todas as opções disponíveis.

Qual a diferença entre dólar turismo e dólar paralelo?

O turismo é a cotação praticada legalmente em casas de câmbio autorizadas, com nota e registro. O paralelo é o mercado informal, sem respaldo legal nem garantia de procedência da moeda. A economia aparente do paralelo não compensa o risco que ele carrega.

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