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Em abril de 2026, uma comarca do interior de São Paulo passou semanas discutindo quem tinha o direito de ensinar duas meninas: a escola pública ou a própria família. O caso de Jales virou manchete, rendeu denúncia a conselho de magistrados e dividiu o país entre quem viu autoritarismo e quem viu proteção. No meio do barulho, um dado mais antigo e mais largo ficou sem ser dito — e ele atinge tanto quem foi para a escola quanto quem ficou em casa: a maioria dos adultos que passou pela escola brasileira não consegue entender plenamente um parágrafo do tamanho deste.
Eu escrevo finanças há tempo suficiente para reconhecer o problema antes mesmo de explicá-lo. Quando um texto da casa sobre Custo Efetivo Total, Imposto de Renda ou um prospecto de fundo não “pega”, o reflexo fácil é culpar a escrita. Às vezes é mesmo a escrita. Mas há um obstáculo estrutural anterior a qualquer escolha de palavra, e ele tem nome técnico, medição oficial e série histórica. Chama-se analfabetismo funcional. É a peça que falta para entender por que um país com mercado de capitais sofisticado e mais de uma década de “educação financeira” na boca de todo mundo continua tão preso ao começo.
Analfabetismo funcional: o que os números oficiais dizem (e o que não dizem)
Analfabeto funcional não é o mesmo que analfabeto. O analfabeto não decodifica letras. O analfabeto funcional decodifica — lê a placa, soletra a manchete, assina o nome — mas não extrai sentido de um texto um pouco mais longo, não cruza duas informações, não interpreta um gráfico simples nem resolve uma conta de duas etapas. Ele “lê” sem compreender. Para a vida financeira, que é feita de contratos, taxas e regras escritas, essa diferença é quase tudo.
A medição de referência no Brasil é o INAF — Indicador de Alfabetismo Funcional, conduzido pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa, aplicado a brasileiros de 15 a 64 anos. Na edição de 2024, a distribuição foi esta:
Analfabeto + Rudimentar somam 29% de analfabetos funcionais. · Fonte: INAF 2024 (Instituto Paulo Montenegro / Ação Educativa)
Leia a última linha com calma. Apenas 10% dos brasileiros chegam ao nível proficiente — o único em que a pessoa domina com folga textos longos, tabelas, gráficos e operações numéricas encadeadas, que é exatamente o material da vida financeira adulta. Somados, analfabetos e rudimentares formam 29% de analfabetos funcionais, mesmo patamar de 2018: seis anos sem melhora (INAF 2024, divulgado em 2024 com base no Instituto Paulo Montenegro/Ação Educativa). O nível elementar, onde está a maior fatia (36%), lê frases e localiza informações, mas tropeça quando o texto exige relacionar partes distantes — e um contrato de crédito vive de relacionar partes distantes.
Um aparte de método, na linha cética que a casa preza: o número de “proficientes” varia conforme a edição e a metodologia, e circula muito uma cifra de 8% que reflete recortes ou edições anteriores. Por isso datei a fonte. O ponto não muda com um ou dois pontos percentuais de diferença: a proficiência plena em leitura e matemática é, no Brasil, exceção — não regra.
Há ainda um agravante moderno. A edição de 2024 do INAF foi a primeira a medir também o alfabetismo no ambiente digital — ler numa tela, avaliar uma informação que chega pelo celular, distinguir um conteúdo confiável de um boato. O quadro não melhorou por estar no celular; em alguns aspectos, a tela só acrescenta ruído. Importa para o nosso assunto porque é justamente pela tela que chegam hoje as ofertas financeiras: o aplicativo do banco, o anúncio de “renda extra”, o grupo de investimento, o link de promoção. Quem já compreende mal um texto impresso não fica mais protegido diante de uma tela — fica mais exposto.
A escola que existe e a leitura que encolhe
O debate de Jales gira em torno de quem deve ensinar. Os dados sugerem que, antes dessa pergunta, há outra mais incômoda: o resultado que o sistema entrega, do jeito que está, é fraco para quase todos os lados. O PISA 2022, avaliação internacional da OCDE aplicada a estudantes de 15 anos, colocou o Brasil em 379 pontos em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências — contra médias da OCDE de 472, 476 e 485, respectivamente (INEP/OCDE, divulgado em dezembro de 2023). Em matemática, cerca de sete em cada dez estudantes brasileiros não alcançaram sequer o nível básico de proficiência. E os resultados estão praticamente parados desde 2018: não é um tropeço de um ano, é um platô.
Médias da OCDE: matemática 472, leitura 476, ciências 485. Quanto maior, melhor. · Fonte: INEP / OCDE, 2022
Some-se a isso o que mostra a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, cuja 6ª edição saiu em 2024. O percentual de leitores — quem leu ao menos um livro, inteiro ou em partes, nos três meses anteriores — vem caindo, e a queda mais recente é a mais dura:
Em 2024, pela primeira vez na série, os leitores ficam abaixo de 50%. · Fonte: Retratos da Leitura no Brasil, 6ª ed. (Instituto Pró-Livro / Ipec, 2024)
Entre 2019 e 2024 o Brasil perdeu cerca de 6,7 milhões de leitores — de 100,1 para 93,4 milhões — enquanto a população crescia de 193 para 201 milhões. Pela primeira vez na série, o país tem mais não leitores do que leitores. A mesma pesquisa registra que o brasileiro leu, em média, 2,04 livros nos três meses anteriores, dos quais só 0,82 do começo ao fim; e que 36% declararam ter alguma dificuldade de leitura, da falta de concentração à própria compreensão do que leem (Retratos da Leitura no Brasil, 6ª edição, Instituto Pró-Livro/Ipec, 2024). Quando perguntados por que não leram mais, a resposta mais comum foi falta de tempo (34%), seguida de “não gosto de ler” (28%).
E há uma camada que diz respeito menos à quantidade e mais ao tipo de leitura. Em todas as edições do Retratos da Leitura, o livro mais lido do Brasil é a Bíblia — na de 2024 ela segue no topo, citada por perto de 38% dos leitores, à frente de qualquer outro título. Não é pouca coisa nem motivo de ironia: a Bíblia tem valor histórico, literário e moral imenso, moldou a língua e a cultura, e cumpre para milhões um papel de sentido que nenhum manual substitui. O respeito a isso é devido, e a casa o tem.
Mas leitura devocional e leitura crítica são exercícios diferentes, e é a segunda que a vida financeira cobra. Um texto sagrado se lê, por definição, em chave de fé — para acolher, meditar, guiar a conduta. Já um contrato, um prospecto ou a promessa de um “investimento” pedem o movimento oposto: duvidar, comparar versões, caçar a entrelinha, cruzar com outra fonte. É uma leitura que interroga o texto em vez de se entregar a ele. Uma dieta concentrada num único livro, por mais valioso que ele seja, não desenvolve sozinha esse músculo — ele se forma na variedade, no atrito entre textos, no hábito de ler inclusive o que contraria a própria opinião. Honrar o livro mais lido do país e defender a leitura crítica não se excluem; só não se produzem um ao outro automaticamente.
Junte as três fontes e o retrato fecha: uma escola que estaciona no básico (PISA), uma população adulta majoritariamente travada na compreensão (INAF) e um hábito de leitura que recua (Retratos). Não é um problema de uma instituição só. É ambiente.
Por que isso trava o dinheiro — e não é “mindset”
Aqui a casa faz sua leitura, e é uma leitura econômica antes de ser qualquer outra coisa. Quase tudo que separa alguém da autonomia financeira é texto. O Custo Efetivo Total de um empréstimo é texto. A diferença entre LCI e CDB é texto. A regra que define se você cai na malha fina é texto. O prospecto de um fundo, a fatura do cartão, o SMS que avisa de um débito, o contrato do consórcio, o termo de um COE — texto, texto, texto. Quem não processa texto com segurança não está fora do mercado; está dentro dele, mas dependente de quem traduz. E quem traduz raramente é neutro: é o gerente com meta, o vendedor de curso, o agiota digital, o administrador da pirâmide.
Vale tornar isso concreto, porque o problema raramente é “não saber ler a palavra”. Pegue a fatura de um cartão ou a proposta de um empréstimo. Para decidir bem, é preciso relacionar, ao mesmo tempo, a taxa de juros ao mês, o Custo Efetivo Total ao ano, o IOF embutido, o valor da parcela e o total a pagar no fim — e perceber que uma parcela “que cabe no bolso” pode esconder um CET que dobra a dívida. Um leitor de nível elementar localiza cada número isolado, mas não costura os cinco numa conclusão. Não é burrice; é exatamente a habilidade que o INAF mede e que a maioria não desenvolveu: ler para relacionar, não apenas para localizar. O vendedor sabe disso melhor do que o comprador — e é nessa folga que o produto ruim se aloja.
Economistas chamam isso de assimetria de informação. Eu chamo de a verdadeira armadilha. O mercado não precisa ser uma conspiração contra ninguém para funcionar mal para quem entra sem conseguir ler as regras — basta que um lado entenda o contrato e o outro não. É por isso que produtos ruins se vendem tão bem com uma boa história, e por que o esquema em pirâmide e os grandes golpes financeiros prosperam exatamente onde a compreensão é mais rasa. O golpe não vende um investimento; vende a dispensa de ter que entender. Para quem lê mal, isso é um alívio — e é caro.
Esse mecanismo também explica por que tanta gente “não evolui financeiramente” apesar de anos de conteúdo gratuito. Juro composto — o efeito que faz o dinheiro render sobre o próprio rendimento — só trabalha para você se houver uma base sobre a qual se acumular. Conhecimento funciona igual: ele compõe. Cada conceito novo se apoia no anterior. Quem não fixa o primeiro andar não constrói o segundo, e a “educação financeira” vira uma sucessão de vídeos assistidos e nada retido. O problema não é preguiça nem ausência de “mentalidade de rico” — esse vocabulário de palco, aliás, costuma ser parte do golpe. O problema é que falta o insumo que tudo o mais pressupõe: ler e entender. Daniel Kahneman mostrou como decidimos no automático, com atalhos mentais que o vendedor conhece melhor que nós — e é mais fácil capturar quem não consegue parar para ler os termos com calma (trato disso na resenha de “Rápido e Devagar”).
O caso de Jales, com os dois lados e sem torcida
Volto ao gancho, porque ele merece ser contado com precisão — e porque a versão que circula em vídeos costuma ser mais quente que os autos. Em 29 de abril de 2026, a 2ª Vara Criminal de Jales (SP) condenou os pais de duas meninas pelo crime de abandono intelectual, previsto no artigo 246 do Código Penal (“deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar”; pena de detenção de quinze dias a um mês, ou multa). A pena fixada foi de 50 dias de detenção em regime inicial semiaberto, com a execução suspensa por dois anos mediante prestação de serviços à comunidade e a matrícula das crianças em escola regular (CNN Brasil/TJSP, 29/04/2026).
Os dois lados existem e os dois têm argumento. Do lado da decisão: a sentença sustenta que a única modalidade de ensino vigente e regulamentada no Brasil é a escolar, que a instrução doméstica oferecida estava dissociada dos parâmetros da Lei de Diretrizes e Bases, e que faltava a convivência social que a escola proporciona — invocando o interesse maior da criança. Do lado da família: a defesa afirmou que a conduta buscava contribuir para o reconhecimento do ensino domiciliar no país, e a decisão foi alvo de críticas públicas e de denúncia ao Conselho Nacional de Justiça por parte de quem a considerou desproporcional (Gazeta do Povo, 2026).
Há um ponto jurídico em que a precisão importa, porque ele é frequentemente distorcido. O Supremo Tribunal Federal não declarou o homeschooling um direito constitucional. No julgamento do RE 888.815, em 2018 (Tema 822, repercussão geral), o STF negou o pedido e fixou a tese de que “não existe direito público subjetivo do aluno ou de sua família ao ensino domiciliar, inexistente na legislação brasileira”. A prática não foi declarada inconstitucional em abstrato — o relator, ministro Barroso, chegou a votar pela constitucionalidade —, mas a maioria entendeu que ela depende de uma lei do Congresso que a regulamente, lei que até hoje não foi aprovada (STF, RE 888.815, 2018). Ou seja: quem pratica ensino domiciliar no Brasil hoje o faz sem amparo legal específico, e é desse vácuo que nascem casos como o de Jales.
Não vou usar este espaço para decidir se a família tinha razão ou se o juiz exagerou — é uma disputa legítima, em curso, e cabe recurso. O que me interessa é o que os dois lados, sem querer, deixam à mostra: a briga é sobre quem ensina, mas os dados de INAF, PISA e Retratos mostram que o resultado médio, escola pública à frente, anda longe de formar leitores plenos. E há um detalhe na própria pesquisa do Pró-Livro que nenhum dos lados costuma citar: o principal fator que faz uma criança virar leitora não é a rede de ensino, e sim ter visto alguém lendo em casa. A família — mãe, pai, responsável — aparece como a maior influência para o gosto pela leitura. Isso não resolve o mérito de Jales, mas reposiciona a discussão: o primeiro ambiente de leitura de uma vida é a casa, não a sala de aula.
A saída que a casa enxerga
Se o diagnóstico é estrutural, a tentação é esperar uma solução estrutural — uma reforma, uma lei, um programa. Pode vir, e tomara que venha. Mas há uma parte que não depende de Brasília, e é a parte sobre a qual eu tenho algo útil a dizer. Viktor Frankl, uma das quatro referências desta casa, insistia que mesmo diante de circunstâncias que não escolhemos resta sempre a liberdade de escolher a atitude diante delas. O sistema educacional que formou a maioria dos adultos brasileiros foi, em média, insuficiente. Esse é o fato, e não adianta vitimizar ninguém com ele. A pergunta que sobra é o que cada um faz a partir daí — e a resposta começa por reconstruir, na vida adulta e dentro de casa, o hábito que a escola não consolidou (escrevi sobre essa âncora na resenha de “Em Busca de Sentido”).
Reconstruir leitura é menos romântico do que parece e mais possível do que se teme. Significa ler textos um pouco mais longos do que o confortável, com regularidade, até voltar a sustentar o raciocínio do início ao fim de uma página. Significa, antes de assinar qualquer coisa, exigir de si o esforço de ler o contrato inteiro — e desconfiar de toda oferta cuja vantagem seja justamente não precisar ler. Carl Sagan chamava isso de kit de detecção de baboseiras: nenhuma afirmação sem evidência, ceticismo com guru, com banco e com economista de televisão — e com o próprio autor (a casa leva a sério; veja a resenha de “O Mundo Assombrado pelos Demônios”). Ceticismo, no fundo, é leitura atenta aplicada ao mundo.
É por isso, também, que escrevo do jeito que escrevo. A casa não simplifica fingindo que o leitor é incapaz — isso seria outra forma de desprezo. O método é o oposto: explicar com precisão, datar cada número, mostrar a fonte, recusar o jargão de banco e o jargão de coach, e confiar que clareza é mais respeitosa que facilidade. Se um texto exige um pouco do leitor, é porque a vida financeira exige, e fingir o contrário seria mentir. Escrevo de quem está chegando, não de quem já chegou — mas escrevo para que quem está chegando suba, não para mantê-lo onde está.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre analfabeto e analfabeto funcional?
O analfabeto não decodifica a escrita — não lê as letras. O analfabeto funcional lê palavras e frases curtas, mas não compreende textos mais longos, não cruza informações nem interpreta tabelas e gráficos com segurança. Pela classificação do INAF 2024, somam 29% dos brasileiros de 15 a 64 anos os que estão nos níveis analfabeto (7%) e rudimentar (22%).
Quantos brasileiros têm domínio pleno da leitura e da matemática?
Segundo o INAF 2024, 10% da população de 15 a 64 anos está no nível proficiente, o único que indica domínio confortável de textos longos, tabelas, gráficos e operações numéricas encadeadas. Os 90% restantes se distribuem entre níveis que vão do analfabetismo funcional ao “intermediário”.
O Brasil está lendo menos?
Sim, na medição do Instituto Pró-Livro. A 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2024) registrou 47% de leitores, contra 52% em 2019 — uma perda de cerca de 6,7 milhões de leitores em valores absolutos, mesmo com a população crescendo. É a primeira vez na série histórica em que os não leitores superam os leitores.
O que o STF decidiu sobre o ensino domiciliar (homeschooling)?
No RE 888.815 (Tema 822, 2018), o STF fixou que não existe direito subjetivo ao ensino domiciliar enquanto não houver lei que o regulamente. A prática não foi declarada inconstitucional em abstrato, mas não pode ser exercida hoje como substituta da escola sem essa regulamentação, que depende do Congresso e segue sem aprovação. Por isso casos de famílias que adotam o modelo podem chegar à esfera criminal, como em Jales (SP), em 2026.
O que isso tem a ver com não conseguir evoluir financeiramente?
Quase toda decisão de dinheiro passa por entender um texto — taxa, contrato, regra tributária, prospecto. Quem lê sem compreender depende de intermediários nem sempre neutros e fica mais exposto a produtos ruins e a golpes. Além disso, conhecimento financeiro se acumula como juro composto: sem fixar o básico por meio da leitura, o conteúdo seguinte não se sustenta. A dificuldade de compreensão é, para muita gente, o gargalo anterior a qualquer dica de investimento.
Veredito
O caso de Jales seguirá seu rito, com recurso e instâncias superiores, e a disputa sobre quem deve educar continuará dividindo opiniões honestas. Eu fico com a camada que está embaixo dela e que raramente vira manchete: o país que discute o modelo de ensino é o mesmo em que 29% dos adultos não compreendem plenamente o que leem, só 10% leem com proficiência, os resultados escolares estão parados há anos e o número de leitores acaba de cair abaixo dos não leitores. Esse é o terreno em que toda promessa de prosperidade — a séria e a fraudulenta — é plantada.
Não tenho uma reforma educacional para entregar nem fingirei que tenho. Tenho uma convicção, sustentada nos dados acima e no método das quatro referências da casa: a primeira política de educação financeira de uma vida adulta é voltar a ler — de verdade, com atenção, até entender — e cultivar isso em casa, antes e além de qualquer escola. Não é a resposta que vende curso. É a única que compõe.
Fontes e créditos
A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, citada ao longo deste texto, é realizada pelo Instituto Pró-Livro — a quem pertence o crédito do levantamento e da série histórica que vai de 2007 a 2024. Os dados de proficiência em leitura e matemática vêm de duas outras fontes: o INAF — Indicador de Alfabetismo Funcional, do Instituto Paulo Montenegro com a Ação Educativa, e o PISA, programa de avaliação da OCDE (no Brasil, aplicado e divulgado pelo INEP). As edições da pesquisa Retratos da Leitura usadas na apuração — da 1ª (2001) à 6ª (2024) — estão reunidas nesta pasta pública, para quem quiser conferir cada número na origem. Dados do caso de Jales conforme TJSP e CNN Brasil (29/04/2026); decisão do STF no RE 888.815 (2018).
Este texto faz parte de Por que erramos com dinheiro — a página onde reúno os viéses que explicam por que decidimos mal com dinheiro, mesmo querendo acertar.